Campanha de Flávio escala Deltan para analisar documentos de Lula
A campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) escalou o ex-procurador e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) para analisar os registros financeiros obtidos com a quebra de sigilos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seus associados.
Segundo a campanha, Deltan tem conhecimento sobre a operação Lava Jato, incluindo “ as teias que envolveram figuras centrais do PT e negócios ligados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha ”.
“ Se Lula afirma não ter nada a esconder, a documentação precisa ser examinada com rigor, independência e sem concessões.
O que importa não é o discurso, mas o que os documentos efetivamente demonstram ”, afirmou a campanha em nota.
QUEBRA DE SIGILO O desafio para a quebra de sigilos foi lançado por Lula durante debate realizado pela Band no domingo (18.out), em São Paulo.
A defesa do presidente enviou autorização ao TSE, mas condicionou a liberação dos dados a uma medida recíproca da campanha do PL.
Ou seja, os dados de Lula só serão liberados se os de Flávio também forem.
Flávio disse aceitar a proposta, mas protocolou petição com 19 condições para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico ( íntegra – PDF – 415 kB).
A campanha de Lula afirmou que o presidente não se opõe às exigências.
Entre os pedidos está a divulgação dos dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de Gabinete da Presidência.
A equipe petista afirma que ele também aceitou a proposta.
O pedido da defesa de Lula foi apresentado depois de a Polícia Federal enviar ao STF um inquérito que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, empresas ligadas a ele e o senador Flávio Bolsonaro.
O inquérito chegou à Corte em 8.out.2026, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
LAVA JATO Na Lava Jato, Dallagnol apresentou a primeira denúncia formal contra Lula no caso do triplex do Guarujá.
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