Eleições 2026: Ibovespa futuro desaba em resposta às urnas
O iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), principal fundo de índice (ETF) de ações brasileiras negociado em Nova York, tomba antes da abertura do mercado nesta segunda-feira (26).
O movimento reflete a primeira reação dos investidores internacionais à definição da disputa presidencial realizada no domingo (25), que confirmou a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.
Por volta das 7h, as cotas do ETF recuavam 27%, a US$ 31.
Em uma virada histórica, Lula se reelegeu ontem, conquistando pela quarta vez a Presidência da República.
No segundo turno, Lula obteve 64,2 milhões de votos, ou 51,8% dos válidos, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conseguiu 59,8 milhões de votos, ou 48,2%.
O aumento da votação de Lula ocorreu num cenário de forte queda da abstenção entre um turno e outro, de 33,4 milhões (20,9% do total) para 30,5 milhões (19,2%).
Também houve uma redução expressiva dos votos brancos e nulos, de 5,9 milhões (4,8%) para 4,2 milhões (3,2%).
O que é o EWZ e por que o mercado acompanha? Negociado na Bolsa de Nova York (NYSE Arca), o EWZ é composto pelas maiores empresas de capital aberto do Brasil, com nomes de peso como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4).
Na prática, o ETF funciona como um termômetro do apetite estrangeiro pelo país.
Vale lembrar que o capital externo sustenta boa parte da liquidez do mercado local: de janeiro até 21 de outubro (dado mais recente disponível), a contribuição do investidor estrangeiro no mercado secundário da B3 soma saldo positivo de R$ 47,6 bilhões.
Em contrapartida, o investidor institucional nacional registra saldo negativo de R$ 46,4 bilhões, enquanto o investidor individual acumula saldo positivo de R$ 883,1 milhões, o que representa apenas 1,85% do dinheiro dos gringos.
Primeiro turno e peso do Congresso O ambiente político já vinha sendo o principal catalisador do fluxo de capital global direcionado ao mercado brasileiro.
No dia seguinte ao primeiro turno (5 de outubro), a B3 registrou entrada diária recorde de R$ 10,06 bilhões em capital estrangeiro no mercado secundário de ações.
Na ocasião, os fluxos responderam à votação das urnas no primeiro turno e à configuração desenhada para a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, de viés mais conservador e centro-direita.
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