Medo de assaltos transforma Cafezais em avenida de comerciantes armados
Comerciantes da Avenida dos Cafezais, em Campo Grande, passaram a considerar o armamento como uma alternativa de proteção após episódios de violência e assaltos na região.
A presença de uma loja que garante a documentação e a arma no local serviu de estimulo a essa decisão.
O proprietário, Jorge Salomão, estima que o impacto já foi grande: “Dessa avenida pode colocar 250 pessoas (com armas)".
Instalada no local, a J&S Despachante Bélico atende moradores e empresários interessados em regularizar a documentação necessária para ter armas.
"Desde o momento em que o cidadão preenche os quesitos legais, é bem mais fácil de ter armamento.
Tem bastante, mas o pessoal tem medo de falar, não querer mostrar, os marginais vão saber quem tem e quem não tem”, pontuou.
Jorge afirma que a presença de pessoas armadas passou a funcionar, na avaliação dele, como um fator de inibição para criminosos.
“No começo, os caras assaltavam à luz do dia.
Agora, já não tem mais isso, os caras ficam restringidos.
Como que eles vão assaltar hoje um cidadão de bem que tem um armamento? Já dificulta bastante e ajuda”, afirmou.
A avaliação, entretanto, é do empresário.
Não foram apresentados dados oficiais que permitam concluir que eventual redução dos assaltos na avenida esteja diretamente relacionada à presença de armas entre comerciantes.
Segundo Jorge, o objetivo de quem busca uma arma não deveria ser o confronto.
“A intenção do armamento não é para aumentar a violência.
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