Mãe que deixou crianças sozinhas em casa que pegou fogo tinha denúncia por não garantir educação aos filhos
Incêndios atingem cidades da região de Campinas durante o fim de semana O Conselho Tutelar informou que a mãe das três crianças que foram deixadas sozinhas em casa que pegou fogo, na madrugada deste domingo (16), em Engenheiro Coelho (SP), já havia sido denunciada ao órgão em setembro de 2023 por um possível caso de abandono intelectual.
Além do abandono intelectual, a denúncia de 2023 também mencionava um suposto caso de abandono de incapaz.
Esse é o mesmo crime pelo qual a mãe foi autuada neste domingo.
No entanto, conforme o Conselho Tutelar, nenhuma das duas situações foi constatada durante a visita à família em 2023. 🔎 Abandono intelectual, segundo o Conselho Nacional de Justiça, é quando os pais ou responsáveis, sem uma justificativa, deixam de garantir que a criança ou adolescente tenha acesso à educação básica — principalmente, deixando de matricular ou de assegurar a frequência escolar. ✅ Clique para o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp 🔎Abandono de incapaz, segundo o Tribunal de Justiça (TJ-DF), é quando uma pessoa deixa sozinha, sem os cuidados necessários, alguém — que pode ser uma criança, um PCD — que está sob sua responsabilidade e não consegue se proteger dos riscos, como uma criança ou pessoa vulnerável.
Na época, segundo o Conselho Tutelar, a mãe foi atendida e orientada sobre as regras previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e mudou de endereço.
Segundo o relato da mãe ao Conselho Estadual em 2023, o pai da filha caçula buscava judicialmente a guarda da criança de cinco anos.
O órgão afirmou ainda que, depois desse atendimento, não recebeu novas denúncias envolvendo a família e que as crianças estavam matriculadas e frequentavam a escola.
O caso deste domingo A mulher de 29 anos, que não será identificada para proteção da identidade das crianças, admitiu que deixou os filhos sozinhos para ir a um forró neste domingo.
Ela foi presa em flagrante por abandono de incapaz e lesão corporal de natureza grave e teve a prisão convertida para preventiva nesta segunda (17).
Segundo o investigador Luiz Sérgio Antunes, a mãe disse que procurava fazer o possível para garantir a alimentação dos filhos, mas relatou viver em uma situação de dificuldades financeiras.
Ela afirmou estar arrependida e, conforme o registro, ela afirmou que não tinha com quem deixar os filhos.
A menina de 9 anos teve 22% do corpo queimado e foi atingida nas mãos, braço e pernas.
Ela segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na Santa Casa de Limeira.
O irmão gêmeo dela e outra irmã, de 5 anos, também seguem internados por terem inalado muita fumaça.
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