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Entenda o que aconteceu no Hospital Colônia de Barbacena, onde milhares morreram e corpos foram vendidos a faculdades

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Entenda o que aconteceu no Hospital Colônia de Barbacena, onde milhares morreram e corpos foram vendidos a faculdades

Pacientes no Hospital Colônia de Barbacena Luiz Alfredo/Revista O Cruzeiro O Hospital Colônia de Barbacena, no Campo das Vertentes, ficou conhecido como palco de uma das maiores violações de direitos humanos do Brasil.

Ao longo de décadas, milhares de pessoas foram internadas em condições degradantes na instituição, considerada o maior manicômio do Brasil.

Estima-se que cerca de 60 mil pacientes morreram no local e que pelo menos 1.800 corpos tenham sido vendidos para universidades e faculdades de medicina do país. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Nesta semana, o Ministério Público Federal (MPF) abriu uma ação cobrando reparação pela venda de cadáveres a uma faculdade de medicina de Belo Horizonte, entre 1971 e 1975.

Segundo a investigação, ao menos 105 corpos foram comercializados para uso em aulas de anatomia.

Hospital Colônia fecha definitivamente após 115 anos de atividade Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) confirmaram que também receberam corpos e, recentemente, fizeram pedidos públicos de desculpas.

O que era o Hospital Colônia? Criado em 1903, o espaço surgiu como uma instituição destinada ao tratamento de pessoas com transtornos mentais, que, muitas vezes, davam entrada sem diagnóstico médico adequado.

Com isso, não apenas pacientes com doenças mentais eram enviados para lá, mas também aqueles considerados indesejados pela sociedade da época, como homossexuais, militantes políticos, grávidas, indivíduos com deficiências, transtornos ou distúrbios, além de mulheres rejeitadas pelos maridos ou que haviam perdido a virgindade antes do casamento.

Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais.

Centro Cultural do Ministério da Saúde Aproximadamente 60 mil pessoas morreram na instituição.

Muitos dos óbitos estavam associados às condições desumanas de permanência, à falta de cuidados médicos adequados e à própria estrutura da instituição.

Os ambientes eram extremamente precários, e os pacientes dormiam em um modelo conhecido como 'leito único', que consistia em deitar diretamente no chão frio, coberto somente por capim seco.

A história da instituição foi contada no livro-reportagem 'Holocausto Brasileiro', da jornalista Daniela Arbex.

A obra conquistou o 2º lugar na Prêmio Jabuti em 2014.

Como funcionava a venda de corpos? Investigações do MPF indicam que, entre 1971 e 1975, ao menos 105 corpos de pacientes internados compulsoriamente foram vendidos à então Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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