Procurador que pede perda da patente de Bolsonaro recebe medalha militar
O procurador-geral de Justiça Militar, Clauro Roberto de Bortolli, recebeu uma condecoração das Forças Armadas enquanto permanece à frente do Ministério Público Militar (MPM), responsável por apresentar uma ação que pede a perda do posto e da patente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), capitão da reserva do Exército.
Bortolli foi homenageado na sexta-feira, 9 de outubro, com a Medalha Mérito Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
A distinção reconhece pessoas e instituições que prestaram serviços considerados relevantes ao Estado-Maior Conjunto.
A homenagem ocorre em meio à tramitação, no Superior Tribunal Militar (STM), de processos relacionados à situação militar de Bolsonaro e de outros oficiais condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito.
Procurador recebe homenagem das Forças Armadas A condecoração foi concedida a Bortolli em reconhecimento aos serviços prestados à instituição militar.
A honraria pode ser destinada a militares e civis, brasileiros ou estrangeiros, além de organizações e instituições que tenham contribuído para as atividades do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
O procurador recebeu a medalha ao lado de outros seis civis e 59 militares.
O ato de concessão foi formalizado em documento assinado pelo almirante de esquadra Renato Rodrigues de Aguiar Freire.
Durante a cerimônia, Bortolli destacou que o reconhecimento também representa uma responsabilidade com princípios institucionais, entre eles a justiça, a democracia e a segurança jurídica.
A homenagem não altera o andamento das ações judiciais apresentadas pelo Ministério Público Militar.
MPM pede perda do posto e da patente de Bolsonaro Em fevereiro de 2026, o Ministério Público Militar apresentou ao Superior Tribunal Militar uma ação para que seja analisada a perda do posto e da patente de Jair Bolsonaro.
O procedimento está relacionado à condenação do ex-presidente por crimes associados à tentativa de golpe de Estado e à ruptura da ordem democrática.
Além de Bolsonaro, os processos envolvem o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.
As ações buscam avaliar se as condenações criminais são incompatíveis com a manutenção da condição de oficial das Forças Armadas.
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