Brasileiros trocam a carteira pelo celular, mas adesão ainda é desigual; veja quem mais usa
O pagamento por aproximação via celular já faz parte da rotina de 26% dos brasileiros que possuem cartão.
Os dados são da Pesquisa sobre Meios de Pagamento, realizada pelo Datafolha em junho de 2026 a pedido da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços ( Abecs ).
O avanço do uso da carteira digital acompanha a integração de ferramentas como Apple Pay , Google Wallet e Samsung Wallet ao sistema financeiro.
O modelo permite reunir operações de crédito, débito e Pix em uma única carteira digital por meio da tecnologia NFC.
No entanto, a adoção da tecnologia varia de acordo com o perfil dos consumidores.
Diferença entre cadastro e uso efetivo da carteira digital Segundo o levantamento, 33% dos portadores de cartão têm uma carteira digital cadastrada no smartphone.
Como apenas 26% afirmam utilizar a ferramenta, os dados indicam que parte dos consumidores já configurou o serviço, mas ainda não incorporou o pagamento pelo celular à rotina de compras.
Questões relacionadas a hábitos de consumo, aceitação nos estabelecimentos e preocupações com a segurança do aparelho podem ajudar a explicar a permanência do cartão físico nas transações do dia a dia.
Concentração por idade e perfil socioeconômico O uso das carteiras digitais é mais comum entre jovens e consumidores de maior renda e escolaridade.
A adesão chega a 47% entre pessoas de 25 a 34 anos e a 46% na faixa de 18 a 24 anos.
O percentual cai para 28% entre 35 e 44 anos, 17% entre 45 e 59 anos e apenas 3% entre aqueles com 60 anos ou mais.
O acesso à tecnologia também varia de acordo com a renda e o nível de instrução.
Entre pessoas com ensino superior, a utilização alcança 43%, contra 9% entre aquelas com ensino fundamental.
Já nas classes A e B, o índice chega a 41%, enquanto é de 24% na classe C e de 12% nas classes D e E.
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