SLC Agrícola (SLCE3): UBS BB eleva recomendação com riscos do El Niño já precificados; é compra?
O UBS BB elevou a recomendação para as ações da SLC Agrícola ( SLCE3 ) de venda para neutra e aumentou o preço-alvo de R$ 13,80 para R$ 16 por ação , uma alta de 16% em relação à estimativa anterior.
Por volta de 16h43, as ações da companhia avançavam 5,58%, pela alta das commodities agrícolas e a revisão das estimativas pelo banco.
A mudança de visão ocorre após o banco avaliar que os riscos de queda de produtividade provocados pelo El Niño — justamente um dos motivos que haviam levado ao rebaixamento anterior dos papéis — já estão incorporados ao preço da ação.
Apesar do upgrade , o UBS BB ainda não vê motivos suficientes para recomendar a compra de SLCE3.
O banco projeta uma normalização relevante da produtividade na safra 2026/27 após o desempenho excepcional registrado no ciclo anterior, principalmente para soja e algodão.
Nas contas dos analistas, a produtividade da soja da SLC deve cair 6% na comparação anual , enquanto o rendimento médio do algodão, considerando primeira e segunda safras, deve recuar 12% .
Ainda assim, o banco avalia que esse cenário já está refletido no valuation .
A SLC negocia a 5,8 vezes EV/Ebitda projetado para 2027 , múltiplo em linha com suas médias históricas, enquanto a projeção do UBS BB de Ebitda de aproximadamente R$ 3 bilhões para o próximo ano também está alinhada ao consenso de mercado.
El Niño coloca produtividade no radar O clima continua sendo um dos principais pontos de atenção para a tese da SLC.
Segundo o UBS BB, as condições de El Niño estão presentes desde junho e o fenômeno vem ganhando força.
O banco aponta uma probabilidade de 95% de ocorrência de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro de 2026 , período considerado decisivo para o desenvolvimento das lavouras e para o calendário das segundas safras.
Historicamente, a produtividade da soja da SLC cai, em média, 7% em anos de El Niño , enquanto o algodão de segunda safra apresenta redução média de 10% .
Em episódios mais fortes do fenômeno climático, as perdas tendem a ser ainda maiores.
É nesse contexto que o UBS BB projeta quedas de 6% para a soja e de 12% para o algodão em 2026/27.
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