EUA notificam Brasil por incidente envolvendo avião e helicóptero de Trump
Os EUA notificaram o Brasil sobre a investigação de uma ocorrência envolvendo o helicóptero Marine One, que transportava o presidente americano Donald Trump, e um avião de passageiros da Envoy Air, ocorrido em 4 de agosto, próximo ao Aeroporto Ronald Reagan de Washington.
Segundo o NTSB (Conselho Nacional de Segurança nos Transportes), houve uma “perda de separação” entre o Marine One e o voo 3742 da Envoy Air, operado por um Embraer E-170.
O episódio ocorreu a cerca de 3 quilômetros ao norte do aeroporto, em Arlington, na Virgínia.
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De acordo com o NTSB, o CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) foi informado sobre a investigação como representante do Estado de projeto da aeronave, conforme as regras da ICAO (Organização de Aviação Civil Internacional).
Não houve relatos de feridos entre passageiros ou tripulantes.
Após o episódio, tanto o Marine One quanto o voo da Envoy Air continuaram suas viagens normalmente.
Falha de comunicação Um relatório de sete páginas divulgado pelo NTSB nesta quinta-feira (27) informou que problemas de comunicação ocorreram entre as frequências de controle de tráfego aéreo e o Marine One.
As sete páginas de conclusões, divulgadas no mesmo dia em que o controle de tráfego aéreo novamente teve dificuldades para se comunicar com o Marine One e precisou recorrer a outros helicópteros em voo para retransmitir mensagens, também continham detalhes sobre como as obras na Casa Branca influenciaram a situação.
“Não havia linha de visada adequada para garantir a comunicação entre o ponto do transmissor/receptor de rádio e o The Ellipse, local de onde o (Marine One) operava temporariamente enquanto as obras na Casa Branca estavam em andamento”, afirmou o relatório.
O documento aponta que o Marine One fez duas tentativas frustradas de contato com a torre de controle de tráfego aéreo do aeroporto.
A primeira tentativa “não foi recebida de forma alguma” e a segunda “apresentou falhas e ficou totalmente ininteligível”; os investigadores também questionaram as frequências de controle utilizadas pelo helicóptero.
“Houve uma perda momentânea de separação, após a qual as aeronaves continuaram a se afastar uma da outra”, declarou a FAA (Administração Federal de Aviação) após o incidente, reafirmando que o presidente nunca esteve em perigo.
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