Policial ajudou candidato preso a ocultar provas de homicídio, diz MPSP
Uma denúncia do MPSP (Ministério Público de São Paulo) revelou que um investigador da Polícia Civil atuou para proteger Emerson Dias Rocha (Podemos) — candidato a deputado estadual —, durante um processo que investigou um homicídio e uma tentativa de homicídio, ocorridos em 1998.
Emerson foi preso nesta quinta-feira (20) por suspeita de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Em 2008, o candidato já havia sido condenado pela tentativa de homicídio , porém nunca chegou a cumprir a pena.
Segundo o documento obtido pela CNN Brasil , o policial Flávio Marzagão Cassaguerra ajudou Emerson a sumir com a caminhonete usada nos crimes e, anos depois, teria usado de “graves ameaças” para coagir testemunhas a mentirem à polícia, como forma de proteger o candidato.
À época dos fatos, em novembro de 1998, Emerson teria assassinado um homem a tiros e tentou matar uma mulher após uma briga de trânsito na avenida Nazaré, em São Paulo.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o canditado contou com a ajuda direta do investigador de polícia Flávio Marzagão Cassaguerra –– até então lotado no 80º DP (Vila Joaniza) –– para sumir com as provas.
Leia Mais Suspeito morre após tentativa de roubo a PMs perto da avenida Faria Lima Porsche de deputado Thiago Rangel é apreendido em ação da PF; veja Sargento preso em 2023 é assassinado em frente a condomínio no RJ Entenda acusação Segundo o documento, o caso teve início durante a madrugada, quando Emerson dirigia uma caminhonete e, ao realizar uma manobra de marcha à ré, atingiu uma mulher .
Após ela reclamar da conduta, teria sido agredida fisicamente pelo acusado .
Um homem que presenciou as agressões, posteriormente identificado como Dimitry Muniz de Lima, interveio para proteger a mulher e conseguiu afastá-la de Emerson.
Os dois deixaram o local correndo e seguiram até um ponto de ônibus, onde permaneceram por cerca de 30 minutos.
Em seguida, Emerson teria retornado ao local, descido da caminhonete e efetuado disparos contra as vítimas.
Dimitry foi atingido pelas costas e morreu.
A mulher foi socorrida por equipes médicas e sobreviveu.
Para o Ministério Público, Emerson agiu por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa das vítima s, que teriam sido perseguidas e atacadas de surpresa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.