'Sou fruto das oportunidades': medalhistas olímpicos pedem alteração em PEC
Medalhistas olímpicos se uniram à mobilização de entidades por mudanças na PEC da Segurança Pública, que está na pauta de amanhã (2) da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) , e pode acarretar em uma redução de cerca de R$ 500 milhões nos investimentos no esporte.
Precisamos estar presentes nos movimentos que defendem e fortalecem o esporte brasileiro. Uma redução dessa dimensão nos preocupa porque pode impactar diretamente a capacidade do esporte de continuar avançando e ampliando seu alcance no país.
Eu sou fruto das oportunidades que o esporte é capaz de criar e conheço, pela minha própria trajetória, o seu poder de educar, formar e transformar vidas. E acredito que precisamos continuar evoluindo, criando condições para que ele cumpra esse papel de maneira cada vez mais ampla. Esporte e segurança pública não são pautas opostas. Ketleyn Quadros
O texto aprovado pela Câmara dos Deputados poderá tirar cerca de R$ 500 milhões anuais de entidades que financiam o esporte, segundo estimativa do setor. Comitês olímpico e paralímpicos e outras entidades foram a Brasília para debater mudanças.
Atualmente, há três emendas protocoladas que tratam justamente do artigo 139 da PEC. Uma delas é da senadora Leila (PDT-DF), ex-jogadora de vôlei, e que prevê que as bets paguem essa conta, tirando 4,5% dos 85% que elas têm.
Somos testemunhas de que o esporte é uma das maiores ferramentas de combate à violência e de promoção da educação, da segurança e do desenvolvimento social. O esporte transforma vidas e nos permite sonhar com caminhos que, de outra forma, seriam inalcançáveis. Entidades dependem desses recursos para manter projetos, formar atletas e garantir que o Brasil continue se desenvolvendo. Maurren Maggi, ouro no salto em distância em Pequim-2008
Ouro em Atenas-2004 e prata em Pequim-2008, André Heller, que foi central da seleção brasileira de vôlei, vai na mesma esteira. "A lógica da PEC que tira recursos do esporte para aplicar na segurança, na verdade, não tem lógica, pois tira recursos da mais poderosa e acessível ferramenta de educação e prevenção, que é o esporte, para aplicar em punição. Precisamos, sim, de mais investimentos em segurança, mas o esporte não pode pagar este preço. O esporte educa, ensina e o previne".
Um dos grandes nomes do basquete nacional — e integrante da geração que conquistou a prata em Atlanta-96 — Magic Paula endossa o movimento. "Sabemos da importância da PEC da Segurança, mas segurança e o esporte não precisam ser tratados como políticas concorrentes, e sim complementares".
Bronze em Seul-88 e Atlanta-96 na Classe Tornado, o velejador Lars Grael indicou a necessidade de uma solução sem impactos ao esporte. "O esporte possui papel central nas políticas de segurança pública e prevenção à violência. Que a PEC da Segurança Pública seja aprovada, porém sem prejudicar o esporte brasileiro".
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.