Depois dos 60, ser feliz é lembrar de sonhos esquecidos
Bastou uma pergunta difícil para sorrisos fáceis aparecerem no rosto de quem não esperava o questionamento: o que é a felicidade? Para quem já viu tanto na vida, é possível ser feliz depois dos 60 anos? Para os idosos que estiveram no Teatro Glauce Rocha na manhã desta sexta-feira, felicidade é viver os sonhos esquecidos.
E, melhor, para eles, ser feliz não exige segredo complexo, “é preciso apenas estar disposto a ser”.
A frase é de Rodolfo Fernandes Barbosa, que, aos 66 anos, encarou uma graduação em Educação Física.
A vida sempre foi difícil e o trabalho também, mas a vontade sempre esteve junto dele.
Foi depois de entender que a felicidade era estar em movimento que ele começou a fazer pilates e tai chi chuan no projeto Ativa Idade, da Fundação Manoel de Barros.
Nesta sexta à noite, ele e todos os outros entrevistados se apresentam no espetáculo “O Desafio de Ser Feliz”.
A montagem reúne teatro, dança, coral e tai chi chuan em uma celebração da amizade, dos recomeços e da felicidade.
Ao longo da história, os personagens descobrem que a verdadeira felicidade não está no destino, mas nas experiências vividas, nas amizades e na coragem de recomeçar.
“Pra mim, ser feliz é isso: tai chi chuan, dança, pilates, academia.
Isso é ser feliz, o sonho de realizar um projeto que Deus colocou no meu coração.
Eu faço tudo isso.
Eu estou aposentado, mas faço faculdade de Educação Física, estou no 3º ano e estou fazendo estágio.
Quando era mais novo, eu trabalhava como auxiliar de manutenção de uma escola de tênis, e hoje faço estágio lá e talvez vou dar aula lá.
Estou me capacitando”.
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