No JN, Lula demonstra que vai seguir cartilha Dilma num 4º mandato
Para além dos assuntos óbvios, como o envolvimento de seu filho em esquema de corrupção, o tema mais aguardado na entrevista de Lula ao Jornal Nacional era como ele irá arrumar a economia num eventual quarto mandato.
Lula não disse uma palavra a respeito, mas, para bom entendedor, meia palavra basta.
Perguntado sobre a trajetória da dívida pública, que explodiu em seu governo gastador, Lula disse que “não está preocupado com isso”, jogando por terra todo o esforço da equipe econômica de sua campanha para tentar sinalizar ao mercado que ele está, sim.
Lula ainda fez uma comparação espúria ao equiparar o endividamento do Brasil ao de países como Japão, Itália e, pasme, Estados Unidos.
É o mesmo que comparar laranja com banana, considerando que são todas economias mais ricas que o Brasil.
Ou seja, o peso da dívida para quem tem dinheiro (eles) é totalmente diferente daquele suportado por quem tem pouco dinheiro (nós).
O JN insistiu e perguntou o que dez entre dez pessoas sensatas querem saber: se Lula irá cortar gastos obrigatórios.
O petista respondeu que aprendeu com a mãe, dona Lindu, que não se pode gastar mais do que se tem.
E por que, então, seu governo não segue a cartilha da mamãe? No atual mandato, Lula abriu o cofre sem dó para tentar garantir a reeleição com uma série de programas populistas que têm como propósito “injetar dinheiro direto no bolso do povo”, máxima cunhada por Paulo Guedes.
Devo, não nego; pago quando puder.
Lula também apresentou a proposta de fazer uma revolução tecnológica no país, utilizando recursos naturais para entrar na disputa com grandes potências.
Uma política que pode alavancar a economia.
Ninguém perguntou por que não fez nada disso nos últimos quatro anos.
Para arrumar as contas públicas, um estudante de economia sabe que a fórmula é o feijão com arroz: parar de criar despesas sem receita para bancá-las, desvincular as aposentadorias do salário mínimo e cortar gastos obrigatórios.
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