Músico do terror: professor transformou estúdio em "covil" do estupro no DF
A suavidade de acordes bem executados eram ouvidos por quem passava pela calçada de um conhecido estúdio de música em Samambaia.
No centro da engrenagem de prestígio e aparente dedicação cultural estava Ozéas Leite Camelo, de 49 anos, homem de fala mansa, postura solícita e tido como referência no ensino instrumental da região.
No entanto, por trás da batuta do mestre respeitável, ocultava-se um predador sexual .
A máscara de proteção ruiu nesta segunda-feira (24/8), quando investigadores da 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia) entraram no local para cumprir um mandado de prisão preventiva.
A cena encontrada pelos agentes sintetiza a frieza do investigado: no exato momento em que a polícia deu voz de prisão, Ozéas ministrava serenamente mais uma aula de música para uma criança.
Ozéas desenvolveu uma metodologia cruel para enredar suas vítimas.
Aproveitando-se da inteira confiança depositada por pais que buscavam o desenvolvimento cultural de seus filhos, o professor isolava as alunas nas salas de ensaio do estúdio.
A coluna Na Mira teve acesso exclusivo a detalhes envolvendo o padrão de ataque do criminoso sexual .
Terror paralisante O modus operandi era sutil e progressivo.
Sob a alegação técnica de que precisava auxiliar as jovens em exercícios de respiração, diafragma e postura corporal, Ozéas quebrava a barreira do contato físico indispensável ao respeito profissional.
O toque guiado transformava-se, gradativamente, em importunação sexual e, no ápice do pesadelo, em violência.
A investigação revelou que o criminoso era especialista na arte de amedrontar.
Ele não apenas violentava; ele envolvia a vítima de tal forma que a pessoa passava a se sentir completamente sem saída, encurralada por um terror psicológico contínuo e paralisante.
O caso mais estarrecedor revelado pela 32ª DP envolve uma adolescente de apenas 16 anos.
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