Com ritmo de interior e preço de capital, Campo Grande convence quem chega
Com suas avenidas largas, ruas arborizadas e um ritmo que mistura a calmaria do interior com a infraestrutura de capital, Campo Grande surge como uma opção atraente para quem busca um recomeço no Centro-Oeste.
No entanto, quem desembarca na Cidade Morena logo se depara com um dilema financeiro: manter a qualidade de vida exige contas na ponta do lápis para equacionar os gastos.
Segundo a instituição CustoDeVida.org, Campo Grande possui um dos menores custos de vida entre as capitais do Centro-Oeste, apesar da média mensal de gastos ser superior à média nacional: R$ 4,5 mil por pessoa, contra R$ 3,2 mil da média brasileira.
A diferença coloca Campo Grande em um paradoxo: a capital sul-mato-grossense é menos cara para se viver em comparação com suas companheiras do Centro-Oeste, mas nem por isso se torna barata.
Cuiabá, por exemplo, ex-companheira de Campo Grande quando tudo ainda era Mato Grosso, tem custo de vida de R$ 5,6 mil.
Nessa comparação, a diferença populacional chama atenção.
Segundo estimativas, Campo Grande possui 962 mil habitantes, contra 691 mil de Cuiabá.
O custo de vida campo-grandense aproxima-se do de Várzea Grande, segunda maior cidade de Mato Grosso.
O que explica a Capital sul-mato-grossense ter valores levemente inferiores aos de praças vizinhas, mesmo concentrando uma população maior, são as particularidades de sua dinâmica econômica local.
De acordo com o CustoDeVida.org, “a moradia é acessível, as carnes têm preços competitivos pela proximidade com o polo pecuário, e o custo de serviços é moderado”.
Já segundo o economista Eugênio Pavão, a dinâmica em Campo Grande é diretamente influenciada pela localização do município e sua centralidade, concentrando grande parte da população sul-mato-grossense.
“A dinâmica de preços é mais local do que nacional, sendo influenciada pelos costumes, hábitos e pela demanda regional.
Campo Grande reflete bem isso: por concentrar boa parte da população de Mato Grosso do Sul, sendo a terceira maior capital do Centro-Oeste, a cidade acaba gerando uma forte pressão interna sobre o consumo e os preços desses serviços essenciais”.
Quem se mudou recentemente para a Capital sente esse equilíbrio delicado entre serviços essenciais e o supérfluo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.