Caminho cinco vezes mais longo, barro e ruas interditadas: obra na Zona Sul de SP afeta comércio e rotina de trabalhadores
Desvio de 1km, ruas interditadas e comércios esvaziados: obra de prolongamento da Avenida Chucri Zaidan muda rotina local Uma obra de prolongamento da Avenida Chucri Zaidan tem afetado o comércio e o trânsito na região da Chácara Santo Antônio, na Zona Sul da capital paulista.
A interdição da travessia de pedestres no cruzamento da Rua Verbo Divino com a Avenida Cecília Lottenberg desde 17 de outubro dificultou o acesso aos estabelecimentos e aumentou o percurso de quem circula pelo local.
A previsão de liberação é fevereiro de 2027.
Um trajeto que antes tinha cerca de 200 metros passou a exigir um deslocamento de aproximadamente um quilômetro para chegar aos comércios do outro lado da via.
Além da distância maior, pedestres precisam enfrentar trechos com barro e resíduos de cimento, além de uma calçada estreita, condições que dificultam ainda mais a circulação, principalmente em dias de chuva.
Interdição da travessia de pedestres transforma percurso de 200 metros em trajeto de 1 km.
Reprodução Os impactos atingem tanto os comerciantes quanto os trabalhadores de empresas próximas, que precisam mudar a rotina para conseguir chegar aos estabelecimentos.
Gabriel Pinheiro, líder executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em São Paulo (Abrasel SP), disse, em nota, ter recebido relatos de queda de 50% no faturamento após o início das obras.
"Além disso, os trabalhadores passaram a gastar pelo menos 35 minutos a mais no trajeto até os estabelecimentos, o que reduz o tempo disponível para o almoço e dificulta o acesso dos clientes aos restaurantes”, afirma.
Milvan Matos, de 58 anos, proprietária de um restaurante há 25 anos, confirmou ao g1 que o movimento do almoço caiu cerca de 50% após o fechamento da travessia.
Segundo ela, mesmo os clientes que trabalham perto do restaurante acabam desistindo por causa da distância e do tempo necessário para fazer o percurso.
“Por mais que esteja de perto, essa pessoa tem que fazer todo um quadrado para poder vir.
E dá 900 metros”, afirma.
“Então ficou, assim, totalmente inviável.” O percurso maior se tornou um obstáculo principalmente para quem tem pouco tempo para almoçar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.