Flávio Bolsonaro chega a Miami com esposa e filhas após eleições; entenda a rota de fuga do senador
O senador Flávio Bolsonaro ( PL -RJ), derrotado na eleição presidencial de 2026 , pousou na manhã desta quarta-feira (28) em Miami , nos Estados Unidos , com a esposa e a duas filhas.
Canais de TV brasileiros, como a GloboNews e a CNN Brasil, acompanharam a saída da aeronave.
Em meio à fuga, o governo dos Estados Unidos informou que concederá vistos a Flávio e a sua família , permitindo que eles entrem no país.
A informação foi confirmada por uma autoridade do Departamento de Estado e divulgada pelo G1.
Antes mesmo de os brasileiros ir às urnas no domingo (25), o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio e que está morando nos Estados Unidos atualmente, já havia defendido, na sexta-feira (23), que o senador deixasse o país caso fosse derrotado na corrida presidencial.
A rota da fuga de Flávio Bolsonaro após as eleições Após Flávio perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) no domingo (25), ele foi intimado pela Polícia Federal ( PF ) a entregar o passaporte na segunda-feira (26).
A determinação de apreensão do documento pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) , foi feita a pedido da PF, que citou “risco concreto de evasão” do senador.
A decisão se deu no âmbito de um inquérito em que ele é investigado por lavagem de dinheiro.
Flávio chegou a publicar um vídeo em suas redes sociais no qual afirmou que não sairia do país e que entregaria o documento.
Entretanto, na manhã de terça-feira (27), a PF afirmou que desconhecia a localização do senador.
Enquanto o mundo inteiro tentava descobrir onde ele estava, Flávio entrou na Argentina com sua esposa e duas filhas na noite de terça-feira.
Os registros migratórios do governo argentino mostram que ele usou um passaporte italiano para entrar no país vizinho e deixou o aeroporto de Puerto Iguazú às 23h52 da terça-feira (27).
Durante a madrugada, o governo da Argentina divulgou uma nota dizendo que Flávio havia ingressado à noite no país pela fronteira terrestre com o Brasil, acompanhado de sua família, e embarcado em um voo.
A gestão argentina se limitou a dizer que ele usou um documento de viagem legal.
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