Só Renato pode fazer o que Renato faz no Grêmio, dentro e fora de campo
Coritiba x Grêmio - Melhores Momentos Quando foi anunciado o retorno de Renato Portaluppi para a reta final do Brasileiro, parecia que o Grêmio ganharia fôlego imediato para fugir do rebaixamento.
Afinal de contas, o ídolo tem capacidade ímpar de mobilizar clube e torcida.
O cenário era tão terrível que mesmo Renato patinou: os resultados não apareceram logo e as atuações continuavam apavorantes.
Até que apareceu no calendário uma noite em Curitiba, no estádio que acolheu o Grêmio durante as enchentes de 2024.
No Couto Pereira, o time tricolor viveu outro episódio de superação: obteve, apenas na 32ª rodada, a primeira vitória fora de casa.
Mesmo que continue no Z4, o Grêmio ao menos conquistou uma trégua em meio ao desespero.
Em meio à vertigem do rebaixamento, somar pontos é sempre imperioso -- não interessa de que forma eles venham.
Mas houve outra boa notícia, que permite ao Grêmio vislumbrar um futuro na primeira divisão: o desempenho.
O Grêmio jogou como poucas vezes havia feito com Luís Castro, se é que alguma vez havia jogado assim.
O Efeito Portaluppi finalmente se fez presente.
Renato acertou na escalação inicial e nas trocas do Grêmio contra o Coritiba Lucas Uebel / Grêmio FBPA Não que o Grêmio, de uma hora para outra, tenha virado o Paris Saint-Germain.
Mais uma vez, Weverton precisou desdobrar-se.
Aliás, se não fossem ele e Morisco, o placar tomaria o rumo de um jogo de basquete.
O desempenho tricolor baseou-se, sobretudo, em imposição e atitude -- com uma intensidade, me arrisco a dizer, inédita na temporada.
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