sexta-feira, 14 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Baixas doses de soda cáustica aumentam a produção de biogás a partir de resíduos de banana Teste genético muda rumo de câncer hereditário em família acompanhada por 20 anos José Goldemberg é homenageado como Personalidade Acadêmica do Ano pelo Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 VÍDEO | Sachês de amido liberam fertilizante de forma controlada Pós-Graduação em Entomologia em Saúde Pública está com inscrições abertas Encontro Nacional de Mulheres no Agronegócio Justiça suspende edital da Prefeitura de SP para entregar gestão de escolas a entidades Dani Lima: Centrão indica se afastar de Flávio para viabilizar nomes no NE Trump diz que vai declarar Estreito de Hormuz como 'território dos EUA' Influenciador é condenado por difamar ex com perfis falsos em SP Baixas doses de soda cáustica aumentam a produção de biogás a partir de resíduos de banana Teste genético muda rumo de câncer hereditário em família acompanhada por 20 anos José Goldemberg é homenageado como Personalidade Acadêmica do Ano pelo Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 VÍDEO | Sachês de amido liberam fertilizante de forma controlada Pós-Graduação em Entomologia em Saúde Pública está com inscrições abertas Encontro Nacional de Mulheres no Agronegócio Justiça suspende edital da Prefeitura de SP para entregar gestão de escolas a entidades Dani Lima: Centrão indica se afastar de Flávio para viabilizar nomes no NE Trump diz que vai declarar Estreito de Hormuz como 'território dos EUA' Influenciador é condenado por difamar ex com perfis falsos em SP
Últimas

Após escapar da caça, baleia quase extinta no Brasil enfrenta nova ameaça

UOL Notícias ·
Após escapar da caça, baleia quase extinta no Brasil enfrenta nova ameaça

Após escapar da caça, baleia quase extinta no Brasil enfrenta nova ameaça - Projeto de lei que reduz área de proteção na costa catarinense avança e preocupa pesquisadores dedicados à recuperação da baleia-franca-austral, que é fundamental para a biodiversidade.A baleia-franca-austral é um mamífero de dimensões esmagadoras: em média, 16 metros de comprimento e mais de 60 toneladas. Mas nada devagar e, ao se aproximar de mergulhadores e embarcações, mostra curiosidade nada agressiva. Em inglês, ficou conhecida como "right whale", a "baleia certa". Certa para a caça: antes do petróleo, sua espessa camada de gordura virava óleo para iluminação.

Migratória, passa boa parte do ano se alimentando na Antártida e, na época reprodutiva, nada mais de 3 mil quilômetros rumo às águas quentes do Hemisfério Sul para parir, longe de predadores como orcas e tubarões. Mas desde 1602, quando foi concedida a primeira outorga para caça de baleias no país, até 1985, quando o governo suspendeu a atividade, a espécie encontrou no Brasil um inimigo ainda mais eficiente.

Por quase quatro séculos, a caça foi um dos pilares econômicos do país, da Colônia à República, com "armações" (estações de processamento) espalhadas do Recôncavo Baiano a Santa Catarina. "A atividade era bastante cruel. Arpoavam o filhote, que é mais curioso, para atrair a mãe", conta a bióloga Karina Groch.

Na prática, a caça já havia cessado antes da proibição oficial, porque não havia mais baleias na região. Dada como extinta no país nos anos 1970, ela só voltaria a ser vista em 1982, quando uma mãe e seu filhote foram avistados em Imbituba, no litoral sul de Santa Catarina.

"Acreditamos que sobraram alguns indivíduos aqui no Sul, e foi a memória genética e cultural que fez os primeiros retornarem para esta região", explica Groch, que é diretora de Pesquisa do Projeto Franca Austral (ProFRANCA), do Instituto Australis, criado no mesmo ano da "redescoberta", para monitorar a população sobrevivente e garantir sua recuperação no litoral brasileiro.

Hoje, o projeto estima em cerca de 800 as baleias-francas que frequentam o litoral brasileiro, crescendo 4,8% ao ano, uma taxa considerada expressiva. Ainda pequena, a população segue concentrada em Santa Catarina. Em 2025, a espécie conseguiu passar de "em perigo" para "vulnerável" na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção.

"Estima-se que a população total do Hemisfério Sul seja hoje 20% do que existia antes da caça", diz Groch. Não há números oficiais da época, mas estudiosos calculam entre 70 mil e 90 mil indivíduos na região – hoje, são cerca de 13,6 mil.

Quarenta anos após o fim da caça, pesquisadores e ambientalistas veem novos riscos, agora vindos do Congresso Nacional. Em 2025, três propostas legislativas que buscam reduzir ou extinguir a APA foram protocoladas.

Ler a notícia completa no UOL Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

Mais de UOL Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›