Nasa e startup desistem de tentar rebocar telescópio no espaço
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A tarefa de rebocar o telescópio espacial seria executada pela espaçonave Link, que apresentou problemas técnicos. A nave foi lançada em julho deste ano.
Swift vem observando galáxias distantes e buracos negros desde 2004, embora tenha sido originalmente projetado para o estudo de explosões de raios gama no Cosmos. O equipamento é avaliado em US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões).
O telescópio, sem capacidade de propulsão própria, está avariado. Com isso, ele naturalmente deve seguir em direção à Terra e se desintegrar na atmosfera até o fim deste ano.
A missão com o Link havia sido pensada para tentar salvar o telescópio. Em setembro do ano passado, a Nasa contratou a Katalyst Space Technologies por US$ 30 milhões (R$ 155,8 milhões).
A Katalyst projetou, construiu e testou a espaçonave, de meia tonelada, dentro de nove meses. A ideia era que Link se aproximasse do telescópio e usasse seus três braços robóticos, cada um equipado com garras em formato de mãos, para agarrá-lo.
Uma vez que o telescópio estivesse preso, a espaçonave Link deveria rebocá-lo até uma altitude de cerca de 600 km acima da Terra, o dobro da altura para a qual ele teria caído pouco antes do resgate.
"Não é o resultado que almejávamos, mas isso não muda o motivo pelo qual valeu a pena tentar realizar esta missão", afirmou Jared Isaacman, administrador da Nasa.
"Sabíamos que era uma missão de alto risco e alto retorno —uma tentativa pioneira, desenvolvida em um prazo sem precedentes, determinado pela atividade do Sol", disse Shawn Domagal-Goldman, diretor da Divisão de Astrofísica da agência espacial.
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