Namorada de jovem que morreu após ser torturado e cair do 14º andar no Paraná foi afastada do quarto e não é investigada, diz polícia
Perícia aponta tentativa de acesso a apartamento antes de queda de jovem em Londrina Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, estava no apartamento onde a namorada morava com cinco colegas de trabalho quando foi torturado e caiu do 14º andar, de acordo com a Polícia Civil.
O caso foi registrado em Londrina, no Norte do Paraná.
Ao g1, o delegado Roberto Fernandes, responsável pela investigação, disse que a mulher não é investigada porque foi afastada do quarto onde a violência aconteceu, conforme os depoimentos colhidos. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, teve acesso ao depoimento da namorada.
Ela disse que tentou intervir quando as agressões começaram, mas foi ameaçada.
"Eu acho que eu fiquei com medo.
Na verdade, eu queria muito abrir a porta e falar para eles pararem, né? Só que eu não fiz isso, porque da primeira vez que eu tentei, falaram para mim que não era para me meter, para mim [sic] ficar pra lá", a mulher falou no depoimento.
A morte aconteceu no dia 14 de agosto.
Fernandes explicou na última sexta-feira (28) que Alexandre caiu ao tentar acessar o apartamento abaixo do que ele estava, pela sacada.
Antes, conforme a apuração da polícia, ele foi dopado, agredido e trancado em um quarto.
Quatro homens com idades entre 22 e 24 anos estão presos preventivamente e não tiveram os nomes divulgados.
Suspeitos acusaram vítima de furto A suspeita de furtos foi o motivo apresentado pelos suspeitos à polícia para tentar justificar a tortura aplicada no jovem.
Segundo o delegado, os homens suspeitavam que Alexandre havia furtado uma câmera fotográfica avaliada em R$ 12 mil e um celular deles.
Em depoimento, um dos suspeitos também disse que a vítima teria assumido o furto de R$ 500 dele.
"Tem depoimento de uma testemunha que relata que eles falaram que, assim que amanhecesse o dia e descobrissem onde estava a câmera fotográfica que havia sido furtada, que o rapaz, em tese, teria vendido, eles o levariam para o mato e dariam corretivo nele", disse Fernandes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraná.