PCC controlaria mais da metade das empresas de ônibus de SP, aponta investigação
Mais da metade das empresas responsáveis pelo transporte coletivo da cidade de São Paulo estaria sob influência direta ou indireta do Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo uma investigação do Ministério Público de São Paulo.
A apuração sustenta que ao menos 12 das 22 empresas que operam o sistema municipal seriam, em tese, controladas pela organização criminosa.
O material embasou uma operação deflagrada nesta quinta-feira (17) para investigar a presença da facção em contratos públicos e suas conexões com agentes políticos.
Entre os alvos de mandados de prisão estão o ex-vereador Milton Leite (União Brasil) e Levi dos Santos Oliveira , ex-presidente da SPTrans, empresa municipal responsável pela gestão do transporte por ônibus na capital.
Milton Leite afirmou que está viajando e que pretende se apresentar às autoridades em até 24 horas.
“Vou provar minha inocência em todas as acusações”, declarou.
Leia também Alvo de operação, Milton Leite diz que irá se apresentar em 24h às autoridades Ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo disse ao GLOBO que está viajando, que não era dono da Transwolf e sua relação com a empresa se dava por ter proximidade com sócios: ‘Não tenho nada a ver com PCC’ A Prefeitura de São Paulo informou que está colaborando com o Ministério Público e fornecendo os documentos e esclarecimentos solicitados.
Empresas no centro da apuração A investigação amplia uma frente que já havia alcançado o transporte paulistano em operações anteriores.
Empresas do setor foram alvo da Polícia Civil e do Ministério Público em apurações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e vínculos com integrantes do PCC.
Agora, os investigadores procuram estabelecer a extensão desse controle sobre o sistema.
A hipótese é de que a facção tenha utilizado empresas formalmente regulares e pessoas interpostas para entrar em atividades financiadas por contratos públicos.
Milton Leite aparece na investigação como possível operador de parte dessas empresas.
Relatos de policiais militares apresentados à Justiça apontam o ex-vereador como dono de fato da Transwolff, uma das companhias que já foram investigadas por suspeitas de ligação com a organização criminosa.
As acusações ainda dependem da apuração e não representam conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos investigados.
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