Ele gravou a experiência de como é pousar um Embraer Phenom 100 no aeroporto de Santos Dumont no Rio de Janeiro
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O pouso no aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro entrega uma das vistas mais bonitas do mundo, mas exige um foco total da tripulação na cabine. A pista curta e o tráfego intenso testam os nervos de quem pilota as máquinas pesadas na beira da Baía de Guanabara.
Quando a aeronave se aproxima da cidade, o rádio não para um segundo com as instruções da torre de controle . Em um vídeo recente do canal do Marcelo Trentini, fica claro como o piloto precisa confirmar dados como o ajuste de altímetro em 1012 e a liberação para a pista 02 direita . Essa troca de mensagens garante que o avião desça no ângulo exato sem atrapalhar o tráfego local.
O pouso no aeroporto Santos Dumont pede autorizações específicas para cruzar pontos conhecidos do relevo carioca. O piloto do jato Papa Romeu Papa Lima Romeu , como é chamado no rádio, precisa ficar atento aos ventos que costumam soprar na casa dos oito nós perto da água.
Faltando pouco para tocar o chão, a rotina dentro do cockpit vira um roteiro ensaiado. Um piloto foca no controle manual do avião , enquanto o outro canta a lista de verificação final. Acompanhe as etapas que rolam na cabine antes do trem de pouso tocar o asfalto:
Quem senta na poltrona da janela logo repara que a pista carioca parece um porta-aviões cravado no meio da Baía de Guanabara . O espaço de frenagem é bem menor quando a gente compara com as pistas de terminais mais afastados do centro. Analise como os números mudam dependendo da estrutura de cada aeroporto:
Assim que a velocidade cai, a torre já passa as coordenadas de taxiamento para liberar o espaço bem rápido. No caso dessa operação, a equipe recebeu ordens para seguir pelas vias Bravo e Juliette até estacionar o jato no canteiro três do pátio.
Manobrar no chão exige um cuidado redobrado, pois o espaço para desviar de outras aeronaves e tratores de bagagem é bem apertado. O comandante precisa fazer um verdadeiro zigue-zague guiado pelas faixas amarelas até cortar os motores em segurança.
Apesar do suor e da concentração absurda exigida, a vista final compensa qualquer aperto na barriga durante a descida. Passar raspando no Pão de Açúcar e olhar a cidade de cima é um prêmio que poucos profissionais da aviação esquecem na vida.
Mesmo para os pilotos mais rodados, cada chegada traz uma emoção diferente por causa das mudanças de vento e do mar. É exatamente essa mistura de beleza natural com um desafio técnico pesado que faz a aviação ser uma profissão tão apaixonante no dia a dia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.