Conheça a festa que fez São Tomé das Letras trocar o silêncio da montanha em MG por grandes shows nacionais
Por três dias, São Tomé das Letras, no Sul de Minas, recebe um público que pode superar em quatro vezes o número de moradores da cidade.
A Festa de Agosto acontece entre sexta-feira (21) e domingo (23), com shows gratuitos de Detonautas, Falamansa, Gabriel O Pensador, Mococa & Paraíso e Felipe & Rodrigo, na Praça Nossa Senhora do Rosário. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Hoje, a festa é conhecida pelos grandes shows e pelo movimento de turistas, mas a origem é bem diferente.
Antes dos palcos, o evento era marcado por missas, procissões e leilões de prendas e de gado.
Mas por que uma festa tradicional de São Tomé das Letras acontece justamente em agosto? A resposta está em uma história que começou muito antes dos grandes shows e tem relação com um problema bem menos festivo: a chuva.
Festa de Agosto, que começou com procissões e leilões, hoje leva shows nacionais a São Tomé das Letras (MG) Divulgação / Prefeitura de São Tomé das Letras Segundo o Departamento Municipal de Cultura e Proteção do Patrimônio, as celebrações de São Tomé eram realizadas originalmente em dezembro.
Como o período era marcado por chuvas, atividades realizadas fora da igreja, como procissões, quermesses e leilões, ficavam prejudicadas.
A solução foi reunir as celebrações de São Tomé, São Sebastião e do Divino Espírito Santo em agosto, considerado o mês menos chuvoso do ano.
“O povo da roça subia para cá para celebrar São Tomé e já ficava para as celebrações de Natal, mas naquela época chovia muito e não dava para fazer leilão, quermesse fora da igreja e procissão.
Então decidiram fazer a festa junto com São Sebastião e o Divino Espírito Santo em agosto”, explica Edson Pereira, chefe do Departamento Municipal de Cultura e Proteção do Patrimônio.
A data exata da mudança não é conhecida, mas documentos preservados pelo município comprovam que a festa já era realizada em agosto no início do século 20.
Em 1937, a programação incluía missas, confissões, catecismo para crianças, procissões e a presença do bispo diocesano.
Depois das celebrações religiosas, eram realizados leilões.
Em 1943, a programação tinha alvorada às 5h, missas solenes, procissões e leilão de gado.
A festa ainda se estendia até o início de setembro.
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