Justiça manda destino paradisíaco retirar portão particular que restringe acesso de praia famosa
Justiça manda prefeitura de local paradisíaco retirar portão que restringe acesso à A Justiça determinou que a prefeitura de Bombinhas, no Litoral Norte de Santa Catarina, adote medidas para retirar um portão particular construído em uma rua que dá acesso à Praia da Sepultura.
O local é um dos mais procurados no município, conhecido por ser um destino paradisíaco.
Segundo a decisão, divulgada na quinta-feira (20) pelo Ministério Público (MP), "particulares mantinham as chaves da estrutura, impedindo ou dificultando a passagem de veículos e pedestres e o acesso da população à praia".
Os nomes dos responsáveis pela construção não foram informados. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A ação teve início após a denúncia de um morador sobre o caso chegar ao MP.
Segundo o órgão, o município foi informado da situação, mas não adotou as medidas necessárias (leia mais abaixo).
Procurada, a prefeitura de Bombinhas disse que a rua onde o portão foi construído é o único acesso à praia por terra.
Afirmou ainda que, assim que receber a intimação sobre o caso, adotará as providências necessárias para o seu devido cumprimento. 🌊 Bombinhas é o menor município em extensão de Santa Catarina.
Conhecida como Capital Nacional do Mergulho Ecológico, abriga três unidades de conservação e tem 39 praias.
Na temporada de verão, uma taxa ambiental de até R$ 200 é cobrada dos visitantes.
Praia da Sepultura, em Bombinhas, local em que portão particular foi instalado Cristian Cruz/Prefeitura de Bombinhas Acesso à rua foi bloqueado, segundo MP O portão com cadeados foi colocado na Rua Chicharro, que liga a Avenida das Garoupas à Praia da Sepultura.
Conforme o MP, a prefeitura chegou a reconhecer que a área é de natureza pública e se comprometeu a retirar do local.
Como a adoção das providências não foi comprovada, a 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Porto Belo, que atua na região, expediu uma recomendação para a cidade retirar o portão do local.
"Ainda assim, a situação continuou sem providências efetivas, levando ao ajuizamento de uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência, que constitui a Rua Chicharro como bem de uso comum da população, ressaltando que a obstrução do local viola o direito de livre circulação, a ordem urbanística e a fruição coletiva do acesso à praia", disse o MP em nota.
Com a concessão da tutela de urgência, a cidade deverá, no prazo de 30 dias, retirar o portão, cadeado, cancela, cerca ou qualquer outro obstáculo físico que impeça ou restrinja o livre trânsito de pessoas e veículos pela área correspondente à rua Chicharro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Santa Catarina.