Pegadas de 1,4 milhão de anos mostram parente humano mais alto que esperado
A análise de pegadas fossilizadas de 1,4 milhão de anos achadas no norte do Quênia revelou que indivíduos de Paranthropus boisei , um hominídeo extinto e parente dos humanos, tinham 1,80 m de altura e pesavam cerca de 75 quilos.
Segundo os pesquisadores, o resultado surpreende, pois investigações anteriores apontavam que a espécie era consideravelmente menor do que o Homo erectus , outro hominídeo que tinha estatura mais próxima da que vemos nos humanos atuais.
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Os resultados foram publicados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences em 27 de julho.
Parentes primitivos eram maiores do que se pensava As pegadas foram encontradas às margens do Lago Turkana e pareciam pertencer a oito indivíduos de P aranthropus boisei .
A análise dos pesquisadores baseou-se em indícios da anatomia dos pés e na forma como eles provavelmente se movimentavam , revelando integrantes com até 1,80 m de altura e cerca de 75 quilos.
A riqueza de detalhes sobre a estrutura corporal da espécie foi uma grande descoberta, visto que a maior parte dos fósseis de Paranthropus boisei encontrados resumiam-se a crânios, mandíbulas e dentes.
Restos de outras partes do corpo raramente eram achados.
Além de altura e peso, as investigações revelaram outros detalhes , incluindo o comportamento e a interação entre os seres daquela época.
Os oito indivíduos eram todos machos e pareciam estar viajando em grupo, o que sugere uma estrutura social complexa entre a espécie.
“Eles podem ter vivido em grandes grupos, onde os machos competiam por parceiras, mas também se toleravam em certos momentos para se protegerem em um ambiente perigoso”, afirma o coautor Neil Roach, em comunicado.
Não é a primeira vez que são encontradas pegadas ao redor do lago queniano, demonstrando que o local pode ter servido como um habitat importante e com recursos suficientes para atrair os parentes humanos antigos.
A ideia dos pesquisadores é retornar ao local em busca de mais pegadas fossilizadas, o que pode ajudar a reescrever a história de como era o mundo antes da dominação dos Homo sapiens, a nossa espécie.
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