Homem-Aranha na BMW abre discussão: montadoras podem colocar propaganda na tela do carro?
BMW fez ação em parceria com estúdio de cinema em telas de multimídia de carros da marca Reprodução / Instagram No começo de agosto, proprietários de BMW em mais de 70 países se depararam com um novo ícone na tela da central multimídia dos carros.
Ao ligar o veículo, um banner do filme "Homem-Aranha: Um Novo Dia" aparece no sistema.
Ao tocar na imagem, o motorista pode iniciar uma animação inspirada no filme.
A ação também utiliza recursos do veículo, com efeitos sincronizados entre a iluminação da cabine e a tela da central multimídia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A campanha é resultado de uma parceria da BMW com a Sony e a Marvel.
Os carros da marca também aparecem no filme.
Nas redes sociais de outros países, a iniciativa provocou reações negativas entre proprietários.
Parte dos donos de BMW questionou a presença de publicidade na central multimídia e afirmou que não gostaria de receber esse tipo de conteúdo dentro do próprio veículo.
Agora no g1 A campanha abriu uma discussão mais ampla: as montadoras podem usar a central multimídia dos carros para vender espaço publicitário? O proprietário pode recusar esse tipo de conteúdo? E o que acontece quando a propaganda é direcionada a partir de dados do motorista? O g1 procurou a BMW para saber se a campanha também foi realizada no Brasil, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem.
A possibilidade de montadoras exibirem publicidade na central multimídia dos carros não é, por si só, proibida no Brasil.
Mas a empresa não tem liberdade para transformar a tela do veículo em um espaço publicitário sem limites.
Animação do herói Homem-Aranha é exibida em carros da BMW para promover parceria em filme Reprodução / Instagram Segundo especialistas, a forma como os anúncios são apresentados, o uso de dados pessoais, as informações dadas ao consumidor e os efeitos sobre a segurança são alguns dos pontos que precisam ser considerados.
Para Gisele Karassawa, sócia do VLK Advogados, uma montadora pode explorar comercialmente o sistema do veículo, diretamente ou por meio de parceiros.
O fato de a central estar dentro de um bem privado não impede a publicidade, mas também não dá à empresa autorização irrestrita para fazer o que quiser.
A advogada afirma que a atividade precisa respeitar: Contrato de compra; Expectativas do consumidor; Código de Defesa do Consumidor (CDC); Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD); Regras relacionadas à segurança do produto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.