MP do governo pode proibir jogos online e restringir apostas esportivas; veja o que está em discussão
O governo federal prepara uma medida provisória para proibir jogos online e restringir apostas esportivas no Brasil.
O texto ainda passa por ajustes, mas a orientação, até a noite desta quarta-feira, era pelo veto.
Clubes e casas de apostas já se articulam contra a proposta.
A mudança pode atingir contratos de patrocínio , publicidade e a arrecadação de impostos .
A previsão é divulgar a MP nos próximos dias.
A decisão de vetar as plataformas busca frear o avanço do endividamento familiar e transtornos mentais associados ao vício. – Imagem: AnnaStills/Shutterstock O que o governo prepara A versão definitiva da medida ainda não foi fechada.
No caso das apostas esportivas, estão em avaliação tanto a restrição quanto a proibição.
Lula vem criticando os efeitos das bets sobre pessoas e famílias.
Após encontrar famílias afetadas pelo jogo, o presidente afirmou no início da semana: “Estamos tomando decisões e logo, logo, a gente vai anunciar a decisão que a gente vai tomar em relação a isso, porque é uma doença, não é um jogo.” O governo apresenta a proposta como uma forma de combater o vício e o endividamento relacionados às apostas.
Clubes calculam perda de R$ 1 bilhão A mudança atinge diretamente um dos principais negócios ligados ao futebol brasileiro.
Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo têm contratos de patrocínio com casas de apostas superiores a R$ 100 milhões por ano.
Os clubes calculam que uma eventual proibição faria o futebol perder cerca de R$ 1 bilhão em patrocínios.
As equipes discutem, portanto, como reagir à medida.
Entre os efeitos apontados estão: perda de contratos de patrocínio; possível aumento do jogo ilegal; queda na arrecadação de impostos; impacto na publicidade durante as transmissões esportivas.
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