Banco Genial na mira: Operação Crédito Oculto investiga suposto esquema para esconder donos de distribuidora de combustíveis
Uma distribuidora de combustíveis que movimentava centenas de milhões de reais, fundos de investimento , empresas recém-criadas com capital social de apenas R$ 1 mil e um banco de investimentos .
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), essas peças teriam sido encaixadas em uma complexa estrutura financeira para esconder quem estava, de fato, por trás da compra da Terrana .
É essa engrenagem que a Operação Crédito Oculto , deflagrada nesta quinta-feira (24), tenta desmontar.
"O objetivo da operação é desvendar a utilização de estruturas complexas de lavagens de capitais para a aquisição de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país.
Houve sobreposição de estruturas pela organização criminosa, para, inicialmente, ocultar o controle de uma empresa sucroalcooleira e, depois, a aquisição de uma distribuidora de combustíveis", disse o Ministério Público, em nota.
Em sua terceira fase, a operação mira 40 alvos em 32 endereços de 11 cidades de seis estados e do Distrito Federal.
Entre eles estão o sócio-proprietário do Banco Genial , Humberto Tupinambá, os irmãos André e Bruno Tupinambá e o empresário Antonio Carlos Freixo Junior , delator do Banco Master .
Também está na mira o Grupo Entre , ligado a Freixo.
A empresa aparece em outra frente da investigação por, segundo as apurações, ter sido usada para movimentar US$ 12,33 milhões enviados por Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse , cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A força-tarefa reúne, além do Gaeco e da Receita Federal, órgãos como a Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, a Procuradoria-Geral do Estado e as polícias Civil e Militar.
Os detalhes da Operação Crédito Oculto Antes de chegar à Terrana, a estrutura investigada teria passado por uma usina sucroalcooleira no interior de São Paulo.
Segundo o MPSP, o grupo teria primeiro ocultado a titularidade da Usina Itajobi e, depois, utilizado a empresa como uma das peças para financiar a compra da distribuidora.
A investigação identificou uma operação de cerca de R$ 370 milhões em direitos creditórios da usina, realizada por meio da transferência de cotas de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC).
Parte relevante dos recursos utilizados teria origem em fundos controlados pelo próprio grupo investigado, criando um fluxo circular que, na avaliação dos promotores, dificultava a identificação dos verdadeiros beneficiários.
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