BC eleva para 90% chance de inflação furar o teto e prevê alta menor do PIB
O BC (Banco Central) aumentou de 79% para 90% a probabilidade de a inflação estourar o teto da meta neste ano. As informações divulgadas pelo Relatório de Politica Monetária apontam ainda para um recuo da estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), de 2% para 1,8%.
Chance de a inflação furar o teto da meta em 2026 sobe para 90%. O Relatório de Política Monetária, referente ao terceiro trimestre manteve em 5,2% a estimativa de alta acumulada do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano. Se confirmada, a variação ficará acima da margem de tolerância para o índice de preços.
Centro da meta de inflação estabelecido para este ano é de 3%. A definição do CMN (Conselho Monetário Nacional) autoriza uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (de 1,5% a 4,5%). Caso uma das bandas seja superada por seis meses seguidos, o BC precisa se justificar e dar um prazo para devolver a inflação à meta.
Evolução dos preços do petróleo e alimentos preocupam o BC. Na avaliação, a autoridade monetária destaca que "choques de clima e petróleo" têm um papel relevante sobre as novas projeções. O cenário de referência considera a formação de um El Niño mais forte e prolongado e a manutenção da cotação do Brent, referência internacional para o petróleo, com a guerra no Oriente Médio.
BC piorou as perspectivas de crescimento da economia brasileira. A projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2026 recuou de 2% para 1,9%. A variação é acompanhada apesar da projeção maior de avanço da agropecuária, de 1,7% para 2,8%.
Projeções para o avanço da indústria e dos serviços encolhem. A nova edição do Relatório de Política Monetária prevê um crescimento de 1,5% da indústria, projeção 0,8 ponto percentual inferior à apresentada no segundo trimestre. Já para o setor de serviços, as estimativas recuaram 0,2 ponto percentual, de 1,9% para 1,7%.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.