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Trabalhadora doméstica é resgatada após 40 anos sem receber salário em casa de família em Itaquera, na Zona Leste de SP

G1 São Paulo ·
Trabalhadora doméstica é resgatada após 40 anos sem receber salário em casa de família em Itaquera, na Zona Leste de SP

Auditoria-Fiscal do Trabalho resgatou trabalhadora doméstica de situação análoga à escravidão em casa na Zona Leste de São Paulo Auditoria-Fiscal do Trabalho Uma trabalhadora doméstica foi resgatada após 40 anos vivendo sob condições análogas à escravidão em uma casa de família na região de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, nesta sexta-feira (28).

Atualmente com 51 anos, a mulher prestava serviços na residência desde os 11 anos, mas nunca recebeu salário regular nem foi registrada formalmente pelos patrões.

Desde criança, a mulher explorada era responsável pelos afazeres domésticos da casa, como limpeza, arrumação e preparo de refeições.

Nesse período todo, viveu sob condições de habitação consideradas precárias pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, que conduziu a ação com apoio do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal.

Os agentes verificaram que a mulher dormia em um anexo nos fundos do terreno, e que os proprietários do imóvel controlavam o acesso à casa principal e restringiam a entrada e saída da trabalhadora em determinados horários.

Segundo a fiscalização, a família atribuiu o controle a "problemas com o consumo de álcool desenvolvidos pela vítima ao longo dos anos em que viveu na condição de exploração".

Governo resgata mais de 2,7 mil pessoas do trabalho escravo em 2025 Verificou-se, ainda, que a trabalhadora chegou a prestar serviços em uma clínica de um membro da família, igualmente sem qualquer registro formal de emprego.

A situação foi caracterizada como trabalho infantil doméstico, ausência de registro de emprego, inadimplência salarial e submissão da trabalhadora a condições análogas à escravidão.

A Auditoria-Fiscal do Trabalho deve aplicar autos de infração que podem resultar em multas pelas irregularidades encontradas.

A mulher já foi resgatada formalmente da situação de exploração e está sendo acolhida na casa de uma conhecida.

Ela terá direito a seis parcelar de um auxílio e vai ser encaminhada para o serviço de assistência social do município.

Agora a fiscalização vai apurar o montante de verbas trabalhistas devidas pela família à empregada.

Caberá ao Ministério Público do Trabalho adotar medidas para assegurar que os valores sejam pagos à mulher, bem como reparações por danos morais.

Após a conclusão dessa etapa, o caso deverá ser encaminhado ao Ministério Público Federal para apuração de eventual responsabilidade criminal dos patrões.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.

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