Bolsas da Europa recuam com pressão de títulos soberanos globais
Os índices europeus recuaram nesta sexta-feira (18) diante do avanço global dos rendimentos dos títulos soberanos, com pressão nas ações de telecomunicações e energia.
O petróleo perdeu força após o alívio parcial das preocupações com oferta no Oriente Médio, mas a persistência de riscos geopolíticos e de juros mais altos limitou o apetite por ações.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com baixa de 1,11%, aos 635,45 pontos .
Entre os principais índices, em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,45%, a 10.659,13 pontos .
Em Frankfurt, o DAX recuou 1,63%, a 25.296,44 pontos .
Em Paris, o CAC 40 cedeu 1,49%, a 8.065,02 pontos .
O que movimentou a Europa hoje? A presidente do Banco Central Europeu (BCE) , Christine Lagarde, disse que a alta dos rendimentos soberanos é um fenômeno global e que o banco não vê movimentos desordenados na zona do euro.
Já o vice-presidente do BCE, Boris Vujcic, afirmou que a energia vem puxando apostas em novas altas de juros, embora a autoridade considere um conjunto mais amplo de dados.
A MUFG avaliou que a melhora na infraestrutura saudita reduziu parte dos temores com oferta de petróleo, mas alertou que os riscos em Ormuz e no Mar Vermelho devem manter a volatilidade elevada.
Dados de inflação no atacado na Alemanha mostraram pressão sobre os preços maior do que o esperado pelo mercado, com o ritmo anual de alta chegando a 4,6% em agosto.
No Reino Unido, as vendas no varejo subiram 0,5% em agosto ante julho, acima da expectativa Entre as ações, telecomunicações estiveram entre as principais pressões.
O subíndice do setor no Stoxx 600 caiu 3,4%.
Airtel Africa (-10,1%) e BT (-5,4%) caíram em Londres, enquanto Deutsche Telekom (-4,6%) e Orange (-5,4%) recuaram em Frankfurt e Paris, respectivamente.
No setor de energia, Shell (-0,9%), BP (-1%), Repsol (-0,5%) e Eni (-0,8%) acompanharam a volatilidade do petróleo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.