Galípolo alerta para uso de linha emergencial de crédito e fala em defesa do PIX
O presidente do Banco Central ( BC ), Gabriel Galípolo, alertou, nesta segunda-feira (17/8), durante a 27ª Conferência Anual do Santander, para o uso da linha emergencial de crédito.
Para o presidente da autarquia, o comprometimento crescente da renda em modalidades emergenciais pode “criar um efeito bola de neve” com superendividamentos por conta da taxa de juros elevada.
Galípolo ainda falou sobre as inovações do PIX e a necessidade de investir em mecanismos de defesa no sistema de pagamentos instantâneos.
Segundo o presidente do BC, o Brasil enfrenta uma questão particular na potencialização da utilização de linhas de crédito mais caras, em especial, com cartão de crédito, empréstimo rotativo e crédito sem garantia.
“Se você pensar na Covid, você tem um aumento no desemprego, taxas de juros muito baixas, poder de consumo com algum tipo de crédito.
No Brasil, isso foi potencializado por um motivo bom.
Houve uma inclusão financeira enorme.
Uma série de pessoas passaram a ter acesso a serviços financeiros, contas em bancos, contas em instituições financeiras bancárias e, através disso, ter acesso a crédito”, afirma.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas O desequilíbrio, portanto, segundo Galípolo, está na relação com esse tipo de crédito.
Segundo o presidente, em outros países o movimento do cliente é migrar de linhas de crédito com taxa de juros mais baixa, com garantia, para linhas de crédito piores, emergências.
“No Brasil, a gente viu esse cliente entrar diretamente para essa linha emergencial.
E esse limite do cartão de crédito sendo visto como uma disponibilidade de renda existindo”, pontua.
Para Galípolo, o comprometimento crescente da renda em modalidades emergenciais “passa a criar um efeito bola de neve, porque são taxas de juros elevadas justamente para não terem garantido um comprometimento de renda crescente, e isso gera uma exponencialidade”.
PIX Sobre inovações no Sistema Financeiro Nacional ( SFN ), Galípolo citou o PIX como “patrimônio da sociedade brasileira”.
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