6 ações para ficar de olho com a queda dos juros em 2027, segundo o Itaú BBA
O Itaú BBA indicou, em relatório, seus setores favoritos para um cenário de queda de juros e desaceleração da economia brasileira em 2027.
A preferência dos analistas são as empresas chamadas bond proxies : empresas que apresentam características semelhantes aos títulos de renda fixa no longo prazo.
Essas companhias dependem menos do ciclo econômico, possuem geração de caixa mais previsível e podem se valorizar quando os juros reais caem.
O BBA destaca empresas de infraestrutura , serviços públicos e shopping centers como exemplos desse grupo.
O relatório afirma que juros mais altos favorecem investimentos em renda fixa.
Por outro lado, quando os juros caem, os investidores passam a buscar alternativas, enquanto o custo de capital das empresas diminui.
Isso pode favorecer a avaliação de algumas ações, o que é o caso das bond proxies.
Nesse sentido, o banco aponta seus setores e ações favoritos: Energia Elétrica e Saneamento : Eneva (ENEV3) , considerando um potencial de alta de 13%; Energia Elétrica : Axia Energia ( AXIA3 ) , defendidas pelo dividend yield médio de 12,5% entre 2026 e 2029; Energia Elétrica : Energisa (ENGI11) e Equatorial (EQTL3) , com potenciais de valorização de 70% e 66%, respectivamente; Shopping Centers : Multiplan ( MULT3 ) , pelos ativos voltados ao público de maior renda e TIR real próxima de 11%; Transportes : Ecorodovias ( ECOR3 ) , considerando tráfego resiliente e receitas corrigidas pela inflação; Telecomunicações : Vivo ( VIVT3 ) , por maior exposição à alta renda e dividend yield próximo de 8% em 2026, mas com recomendação neutra.
O BBA ainda aponta riscos para algumas empresas.
Rumo ( RAIL3 ) e Hidrovias do Brasil ( HBSA3 ) podem enfrentar pressão nos resultados caso o fenômeno El Niño afete os volumes de grãos em 2027.
Os analistas mantêm posição neutra para Vivo e TIM (TIMS3) devido ao aumento da competição e às dúvidas sobre a recuperação do mercado.
A TIM apresenta dividend yield estimado de cerca de 12%, mas com evolução mais fraca na base de assinantes, o que justifica a preferência pela Vivo. * Com supervisão de Renan Sousa
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