Ação gratuita alerta para doença renal e mostra vida além da diálise
Pacientes, profissionais de saúde e moradores de Campo Grande participam nesta quinta-feira (27) de uma mobilização para mostrar que o tratamento por diálise não impede a continuidade da rotina, dos projetos pessoais e da convivência familiar.
A ação marca o Dia Nacional da Diálise e será realizada a partir das 9h, no Comper da Avenida Ceará com a Avenida Mato Grosso, no Jardim dos Estados.
A participação é gratuita e aberta ao público.
Com o tema “A Vida Além da Diálise”, a campanha é promovida nacionalmente pela ABCDT (Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante).
Em Mato Grosso do Sul, a programação ficará a cargo da ABREC-MS (Associação Beneficente dos Renais Crônicos de Mato Grosso do Sul), que representa o Estado na entidade nacional.
Durante a manhã, a população poderá receber orientações sobre prevenção da doença renal crônica, conhecer as diferentes modalidades de diálise e fazer o controle de dados vitais no próprio local.
A programação também prevê depoimentos de pacientes, apresentações culturais e participação do Coral da ABREC-MS.
A proposta é aproximar a população da realidade de quem depende da diálise e, ao mesmo tempo, reforçar a importância de descobrir problemas renais antes que a doença avance.
Segundo a presidente da associação e médica nefrologista Cida Arroyo, a diálise deve ser entendida como um tratamento que permite a continuidade da vida, e não como o encerramento dela.
“Queremos mostrar que existe vida além da diálise.
Com o tratamento adequado, informação e acolhimento, é possível continuar realizando sonhos, convivendo com a família e mantendo a qualidade de vida”, afirma.
A médica também chama atenção para a prevenção.
“Queremos conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, já que a doença renal, muitas vezes, evolui de forma silenciosa.” Além de discutir a rotina de quem já está em tratamento, a mobilização pretende atingir justamente quem ainda não sabe que pode ter algum comprometimento renal.
A ausência de sintomas nas fases iniciais é um dos pontos que tornam a conscientização e o acompanhamento da saúde importantes.
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