Grupo ligado à morte de menina de 13 anos era ‘secreto’ e só aceitava usuários por convite, diz Discord
Mãe de menina induzida ao suicídio faz alerta às famílias Um servidor privado investigado pelo Discord em meio ao caso da morte de Lívia, de 13 anos, em Mato Grosso do Sul, só podia ser acessado por convite e não era encontrado por outros usuários da plataforma.
Segundo a empresa, pessoas envolvidas em atividades criminosas teriam incentivado a automutilação no espaço, desativado antes da morte da adolescente. ‘Panelas’ e ‘hype’ com violência: 6 adolescentes são apreendidos após morte de menina transmitida ao vivo Polícia mira suspeitos de induzir menina de 13 anos ao suicídio durante 'live' em rede social A informação foi repassada pelo Discord ao g1 nesta terça-feira (15), quando seis adolescentes foram apreendidos na segunda fase da Operação Lívia.
Segundo a Polícia Civil, eles faziam parte de grupos virtuais violentos, conhecidos como “panelas”, e tiveram participação no caso.
Ao detalhar o que identificou, o Discord afirmou: “O Discord investigou um servidor privado no qual acredita-se que indivíduos envolvidos em atividades criminosas tenham incentivado a automutilação e o desativou antes da morte da adolescente.
O acesso ao servidor privado dependia de convite, e ele não podia ser encontrado por outros usuários.” A empresa não informou quantas pessoas participavam do servidor nem quem administrava o espaço.
O Discord também afirmou que o caso envolveu diferentes plataformas e que o governo compartilhou evidências indicando que a morte da adolescente ocorreu em outro serviço.
A empresa não informou qual.Veja a nota do Discord na íntegra no fim da reportagem.
Seis menores são apreendidos por morte de menina transmitida pelo Discord Reprodução Operação chegou a adolescentes de cinco estados A segunda fase da Operação Lívia foi realizada pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), com apoio da investigação cibernética e do CyberLab.
Foram cumpridos seis mandados contra adolescentes de 14 a 17 anos no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
Os novos alvos foram identificados após a análise de celulares e outros materiais apreendidos na primeira fase.
Segundo a delegada Anne Karine Sanches Trevizan, a polícia continua tentando identificar todas as pessoas que participavam das “panelas” e tiveram relação com a morte de Lívia.
Cerca de 90% dos integrantes identificados até agora são adolescentes.
Um adulto também foi identificado.
A polícia encontrou ainda outras possíveis vítimas, algumas das quais não haviam contado aos pais que estavam sendo ameaçadas ou manipuladas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.