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Meu pé de limão siciliano (por Tânia Fusco)

Metrópoles ·
Meu pé de limão siciliano (por Tânia Fusco)

Desapega! Quantas vezes ouvimos ou dizemos, até pra nós mesmas, o mandado: desapega! Como se fosse fácil.

Só uma decisão pessoal, sem envolver a coisa mais preciosa – também das mais custosas – sentimento.

Desapegar tem custos.

E não são pequenos, muito menos racionais ou seletivos.

A dificuldade pode ser a mesma do desapego a um ex-amor, um amor dos tóxicos, ou aquela camiseta que, de tão velha, é quase uma peneira de furos feitos pelo tempo.

Não é sobre isso! Talvez, no caso da camiseta, seja a origem dela.

Foi presente recebido num dia especial, veio de alguém precioso, guarda memória de alguma viagem inesquecível, ou de cada história que os furinhos contam.

A causa do apego pode ser só a maciez e o aconchego que aquela malha já fininha, desgastada por centenas de lavagens, oferece ao corpo.

No caso de ex-amores – tóxicos ou não -, apegos ainda somam a dificuldade do maldito “perder”.

Humanos não são preparados para perder.

O desconforto das perdas alcança até o que, por vontade própria, dispensamos.

Ainda assim, fica o buraco – seja da ausência de pessoas, ou daquele velho carro que só lhe dava trabalho e despesa.

Ou do tradicional cunhado chato.

Da amiga mala… Apegos são sobrepeles, crostas de corpo e alma.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.

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