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Zema quer tirar universidades do MEC para priorizar educação básica, diz representante da campanha

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Zema quer tirar universidades do MEC para priorizar educação básica, diz representante da campanha

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Tirar o ensino superior do Ministério da Educação (MEC) para concentrar esforços da pasta nos anos básicos e levá-lo para o Ministério de Ciência e Tecnologia. Essa é uma das principais propostas da candidatura de Romeu Zema , do Partido Novo , defendida por Diego Calegari, representante da campanha do mineiro à Presidência da República.

Calegari participou do programa Educação em Debate , uma iniciativa da Folha em parceria com a Fundação Lemann, o Instituto Natura, a Nova Foundation e a Associação Bem Comum. O programa de entrevistas na TV Folha explora as propostas para a educação dos principais candidatos no pleito deste ano.

Secretário de Educação da cidade de Joinville (SC), ele reconhece, no entanto, que a divisão pode dificultar a articulação entre ensino superior e educação básica, mas afirma que ela já é insuficiente dentro do MEC na configuração atual. "Hoje, essa articulação não existe", disse. Como exemplo, citou a formação de professores, que considera excessivamente teórica e distante da realidade das salas de aula.

A série de entrevistas sobre educação é uma iniciativa da Folha com apoio de Fundação Lemann, Instituto Natura, Nova Foundation e Associação Bem Comum. Foram convidados representantes dos seis candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas do Datafolha: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Flávio e Cury, porém, não enviaram porta-vozes.

A solução proposta é manter sob o MEC apenas os cursos de graduação de formação de professores e as políticas diretamente relacionadas às licenciaturas, enquanto as demais carreiras e atribuições do ensino superior passariam ao Ministério da Ciência e Tecnologia. "Essa seria uma, entre aspas, exceção à regra", afirmou.

O foco na educação básica aparece também na proposta de mudar a forma de distribuição dos recursos federais. Segundo Calegari, "a esmagadora parte dos recursos da educação públicos no governo federal vão para o ensino superior e não para a educação básica". Sem apresentar dados ou projeção de aumento, ele disse que o governo deveria assumir maior protagonismo no financiamento da etapa básica e na valorização dos professores.

Questionado sobre o fato de Zema ter praticado o segundo menor salário inicial para professores entre as redes estaduais (R$ 4.800) , Calegari não respondeu se uma eventual gestão federal repetiria essa política. Disse que é preciso compatibilizar a remuneração dos servidores com a capacidade fiscal e lembrou o desequilíbrio das contas mineiras herdado pela gestão do atual candidato do Novo.

Segundo Calegari, a valorização docente depende também de maior participação financeira da União. A aposta da candidatura Zema é criar uma carreira docente em que a progressão não dependa apenas do tempo de serviço, mas de formação continuada, participação em comunidades de aprendizagem e avaliação da prática do professor.

Essa lógica de incentivo por resultados também aparece no ensino de tempo integral e no Pé-de-Meia .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Educação.

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