Lixão a céu aberto vira alvo de novo pedido do MPMG contra Governador Valadares
Lixão a céu aberto vira alvo de novo pedido do MPMG contra Governador Valadares MPMG/Divulgação O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu à Justiça medidas mais rigorosas contra a Prefeitura de Governador Valadares após uma área de transbordo de resíduos no bairro Turmalina se transformar em um lixão a céu aberto.
A vistoria realizada pelo órgão no dia 14 de agosto encontrou grande quantidade de lixo acumulado e uma série de problemas ambientais e de segurança no local.
Entre os pedidos feitos à Justiça está o aumento da multa diária aplicada ao município, de R$ 1 mil para R$ 5 mil.
O MPMG também quer que a penalidade seja estendida ao prefeito e que ele apresente, em até cinco dias, medidas concretas para regularizar a área e o serviço de destinação dos resíduos. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp Área acumula lixo há seis meses Segundo o Ministério Público, o problema se agravou depois que o contrato com a empresa responsável por transportar os resíduos até o aterro licenciado de Chonin de Cima terminou, em fevereiro deste ano.
Até a vistoria de agosto, uma nova empresa ainda não havia sido contratada.
Com isso, grandes volumes de resíduos permaneceram acumulados na área de transbordo durante cerca de seis meses.
Na fiscalização, o MPMG encontrou lixo depositado diretamente sobre o solo, sem impermeabilização ou sistema de drenagem para a água da chuva.
Agora no g1 Também foram identificados problemas no controle do chorume, líquido produzido pela decomposição dos resíduos.
Parte do lixo estava próxima ou em contato com um curso d’água.
A vistoria registrou ainda forte mau cheiro e a presença constante de aves, cães e cavalos.
O cercamento da área também apresentava falhas e fazia divisa com residências.
Catadores trabalhavam no local em condições consideradas precárias e sem equipamentos de proteção individual.
Município já pagou mais de R$ 1 milhão em multas O caso é acompanhado pelo MPMG há quase duas décadas.
Os pedidos atuais fazem parte de uma ação judicial iniciada em 2008 para cobrar o cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o município e o Ministério Público em 2006.
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