Bilenky: Alckmin e PSB crescem no governo Lula; figuras do NE ganham força
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Geraldo Alckmin e o PSB saem em alta na montagem do novo governo Lula, enquanto figuras do Nordeste ganham espaço na "geografia do poder" ao redor do presidente, avalia a colunista Thais Bilenky no A Hora , do Canal UOL .
O tema é um dos destaques do episódio desta semana do A Hora, podcast de notícias do UOL com os jornalistas Thais Bilenky e José Roberto de Toledo , disponível nas principais plataformas. Ouça aqui .
A avaliação vem após a virada histórica de Lula entre o primeiro e o segundo turno , quando, segundo Bilenky, o presidente reeleito mudou a postura, abriu espaço para novas lideranças e apostou mais no digital e nas mobilizações de rua.
O Alckmin certamente ganha muito nesse novo governo. Eu apurei isso no Palácio do Planalto. O crescimento da votação do Lula no interior do estado de São Paulo é muito atribuído à campanha do Alckmin.
E mais do que isso, é tudo o que Alckmin sinaliza e simboliza: ele vai escolher o ministério que quiser acumular com a vice-presidência. E um palpite que eu ouvi hoje é para a segurança pública, que é uma área que ele demonstra ter interesse.
Então, se não for esse, porque vai ter disputa, a gente sabe, mas ele vai ter um papel a julgar pela foto, pela cena, pela imagem do segundo turno. Thais Bilenky, colunista do UOL
Na leitura da colunista, o espaço dado a Alckmin em momentos simbólicos da campanha reforça que a vice-presidência deve ter mais peso no próximo mandato. Ela afirma que o vice foi um dos poucos a falar ao microfone ao lado de Lula.
Bilenky também aponta que o fortalecimento do vice tende a puxar o PSB para mais perto do centro do governo. Um dos nomes citados por ela é João Campos, que, segundo a jornalista, apareceu na fotografia do segundo turno e é visto como candidato forte a um ministério.
O PSB, o partido dele, cresce no governo também, nas apostas do Palácio do Planalto. O João Campos, que foi candidato a governador de Pernambuco e perdeu, estava na fotografia do segundo turno.
É um candidato fortíssimo a ministro. Ele é jovem e representa uma renovação da esquerda, embora seja de uma família bastante tradicional. Thais Bilenky, colunista do UOL
Além do PSB, a jornalista diz que outros nomes do Nordeste foram "muito homenageados publicamente" e ganharam relevância na campanha do segundo turno. Entre eles, ela cita o senador Camilo Santana (CE) e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, que, segundo ela, estiveram ao lado de Lula e falaram em nome do presidente.
Na mesma conversa, Bilenky relata uma perda de influência de um grupo baiano que tradicionalmente teve peso nos governos petistas. Ela cita Rui Costa e Jacques Wagner como lideranças importantes, mas afirma que eles não ficaram na esfera imediata ao redor de Lula ao longo do segundo turno.
Ao tratar da comunicação, Bilenky afirma que a chegada de novos atores na campanha digital mexeu na disputa por espaço no governo.
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