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Irã continuará negociações com Arábia Saudita, Turquia e Paquistão sobre guerra no Oriente Médio

UOL Notícias ·
Irã continuará negociações com Arábia Saudita, Turquia e Paquistão sobre guerra no Oriente Médio

Funcionários de alto escalão da Arábia Saudita, Turquia e Paquistão concordaram, nesta segunda-feira (26), em continuar as negociações com o Irã, em um esforço para evitar a retomada da guerra no Oriente Médio, no momento em que o Egito autorizou apoio militar a Riade contra os ataques dos houthis do Iêmen.

O Irã e os três países membros do pacto de defesa de Meca ? Arábia Saudita, Paquistão e Turquia ? concordaram em manter o diálogo após sua "primeira" reunião nesta segunda-feira em Teerã, informou a televisão estatal iraniana.

O grupo "concordou em continuar as conversas com o objetivo de reforçar a cooperação (...), especialmente em matéria de paz e segurança na região", destacou o veículo.

Pela primeira vez desde o início do conflito, o ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, viajou ao Irã.

O irmão do príncipe herdeiro, que se tornou especialista em missões diplomáticas delicadas, chegou acompanhado de funcionários da Turquia e do Paquistão, seus aliados no âmbito do pacto de Meca, mas também mediadores regionais no conflito.

Organizada por iniciativa de Islamabad, a reunião quadripartite começou nesta segunda-feira na capital da República Islâmica como parte dos esforços para "reduzir a tensão entre as partes envolvidas na crise atual", segundo um comunicado da Chancelaria saudita.

O encontro se concentrou na "cooperação regional, na agressão israelense-americana contra o Irã e em suas consequências", informou a televisão estatal iraniana.

Essas conversas acontecem após os alertas dos Estados Unidos, do Irã e de Israel de que as hostilidades na guerra iniciada no fim de fevereiro podem ser retomadas.

O reino saudita, maior exportador mundial de petróleo, enfrentou nas últimas semanas uma onda de bombardeios em seu território realizados pelos houthis do Iêmen, aliados de Teerã, incluindo um ataque que deixou 13 mortos no aeroporto internacional de Riade.

As tensões regionais se intensificaram às vésperas das decisivas eleições em Israel, na terça-feira, e das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em 3 de novembro, nas quais o presidente Donald Trump disputa o controle das casas do Congresso.

Diante do início das negociações em Teerã, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que era "essencial impedir qualquer escalada" na região.

O príncipe Khalid, o poderoso chefe do Exército do Paquistão, general Asim Munir, e o chefe da inteligência turca, Ibrahim Kalin, tinham previsto se reunir com o chefe de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, segundo informou um funcionário iraniano de alto escalão à televisão estatal.

"Este encontro histórico em Teerã pode ser a última oportunidade antes que a escalada saia do controle, uma tentativa de impor uma via de distensão antes que seja tarde demais", publicou no X Hesham Alghannam, analista e pesquisador saudita em segurança.

Novas explosões abalaram Riade durante a noite, depois que os houthis reivindicaram um novo ataque contra o aeroporto internacional de Riade no domingo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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