Vitória quer criar até 11 mil moradias e atrair R$ 6 bi em investimentos para o Centro
Vitória prevê a criação de 8 mil a 11 mil novas moradias para o Centro, atraindo até 27,5 mil novos residentes para a região e seu entorno. A prefeitura estima que os novos empreendimentos possam movimentar até R$ 6 bilhões em negócios imobiliários, com base em um levantamento inicial de metro quadrado (m²) disponível para potencial construtivo na região.
Segundo o secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação, Túllio Ponzi Netto, esse potencial construtivo no Centro é de, pelo menos, 500 mil metros quadrados.
“Considerando esses 500 mil (m²), a gente está falando de 27,5 mil novos moradores, com 8 a 11 mil novas unidades habitacionais, e um VGV (Valor Geral de Vendas) estimado de R$ 6 bilhões”, disse o secretário.
A fala de Netto ocorreu durante a apresentação pública do Programa de Reabilitação da Área Central de Vitória, o ReAC, na manhã desta quarta-feira (19), no auditório do CIAC. O evento reuniu sindicatos da construção civil, corretores imobiliários, entidades ligadas à arquitetura, proprietários de imóveis no Centro, entre outros interessados.
A meta principal da prefeitura, com o ReAC, é ocupar o Centro. É um movimento para adensar a região da Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), que, décadas atrás, concentrava 30% da população e que, atualmente, é moradia para cerca de 10%. A área, além de englobar o centro histórico, também inclui os bairros Parque Moscoso, Vila Rubim, Ilha do Príncipe, Mário Cypreste, Ariovaldo Favalessa e parte do Forte São João.
Para alcançar seu objetivo, a prefeitura estabeleceu com o ReAC alguns critérios para a região, com o intuito de atrair o interesse do mercado em adquirir determinadas áreas ou imóveis para favorecer a criação de unidades voltadas para habitação social.
Nosso interesse é o mercado popular, atingindo as linhas do Minha Casa Minha Vida. Mas também queremos ver hotéis, academias, empreendimentos que contribuam com a nova ocupação do Centro
Túllio Ponzi Netto secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação
As habitações do Minha Casa, Minha Vida no Centro de Vitória, segundo o secretário, poderão atender a todas as faixas previstas no programa federal. "O Edifício Jerônimo Monteiro, por exemplo, deve ter a ordem de serviço liberada no próximo mês, em setembro. E serão unidades da faixa 1", lembrou o secretário.
Outro empreendimento previsto para essa faixa é o do antigo IAPI, recentemente liberado pela União para ser transformado em habitação social . "Mas sabemos que temos condições de receber unidades que, hoje, estão indo para Vila Velha e Serra", pontuou Netto, fazendo menção às faixas 3 e 4 do Minha Casa, Minha Vida.
Para conseguir atrair esse mercado, a prefeitura incluiu no ReAC a Transferência do Potencial Construtivo (TPC). Isso significa que, agora, o dono de um imóvel que tenha potencial construtivo de ampliar sua propriedade poderá negociar esse potencial e, assim, transferir os metros quadrados para ser usado em outra propriedade, e de outra pessoa.
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