At� o Pil�o gourmetizou: o que isso revela sobre o caf� no Brasil
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Então é isso: até o café Pilão gourmetizou. Não é força de expressão, mas uma constatação confirmada pela classificação oficial do produto. A marca lançou uma versão classificada como gourmet —uma novidade que diz muito sobre uma das principais transformações do mercado de café nos últimos anos.
O novo Pilão em grãos tem identidade visual semelhante à da versão tradicional. Tem cara de Pilão, jeito de Pilão, mas não é exatamente aquele café associado ao consumo popular e ao amargor mais intenso.
A começar pelo preço. A embalagem de 1 kg custa R$ 150 no site oficial da marca, embora possa ser encontrada por cerca de R$ 89 em varejistas como a Amazon. Nos mesmos canais, o Pilão tradicional varia entre R$ 50 e R$ 90 o quilo.
Ao abrir o pacote, nota-se outra mudança: a torra é menos escura e o aroma, mais equilibrado. Na xícara, o amargor é menor do que o da versão clássica da marca.
Não à toa, o novo Pilão recebeu o selo de gourmet na escala de avaliação da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café). Gourmet é uma das categorias de café existentes no Brasil. As outras são: extraforte, tradicional, superior e especial. Entenda na galeria de imagens abaixo a diferença entre elas:
O lançamento da Pilão é um reflexo do atual momento do mercado, no qual gourmetizar se tornou estratégia para alavancar o crescimento. Isso porque, enquanto o consumo geral de café no Brasil apresenta tendência de estabilização, os cafés finos –em especial os das categorias gourmet e especial– são os que mais crescem em volume vendido.
Além disso, em um momento de alta de preços, esses produtos, por já serem mais caros, permitem que a indústria mantenha uma margem de lucro razoável mesmo ao pagar mais caro pela matéria-prima.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.