Câncer de mama aumenta entre mulheres mais jovens, alerta mastologista da Unimed
O câncer de mama, historicamente associado a mulheres mais velhas, também tem sido diagnosticado em pacientes abaixo dos 40 anos.
A mudança no perfil, chama a atenção para a importância do autocuidado, da adoção de hábitos saudáveis e do acompanhamento médico.
O alerta é da mastologista e ginecologista obstetra da Unimed Cuiabá, Tabata Natashe Vicente Machado, em entrevista ao Unicast, podcast da Cooperativa.
OUTUBRO ROSA Unimed Cuiabá Segundo a especialista, estudos realizados ao longo dos últimos anos apontam uma mudança no cenário do câncer de mama, com aumento de diagnósticos em mulheres mais jovens.
Na avaliação da médica, o comportamento e o estilo de vida da população feminina passaram por transformações importantes, com reflexos nos fatores de risco associados à doença.
“Você não tem apenas aquela idosinha, aquela vozinha com câncer de mama.
Hoje você vê muitas mulheres precoces, ali na faixa dos 26 aos 30 e poucos anos.
E isso aumentou em números absolutos numa faixa mais ou menos de 79% de aumento em mulheres mais jovens.
Isso é assustador”, explica.
Entre os fatores que podem contribuir para esse cenário, a mastologista cita obesidade, sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo.
Tabata também destaca mudanças relacionadas à maternidade e à amamentação, já que muitas mulheres atualmente engravidam mais tarde ou optam por não ter filhos.
“A amamentação traz proteção para a mama e reduz o risco de câncer.
Como o cenário hoje é de mulheres engravidando cada vez mais tarde ou optando por não ter filhos, esse fator de proteção acaba ficando de lado.
Por isso, é importante reforçar outros cuidados, como manter um peso saudável, praticar atividade física e ter uma alimentação equilibrada”, explicou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso.