O saber à mesa
Tenho dedicado boa parte da vida a estudar alimentação, saúde e bem-estar e a dividir o que vou descobrindo.
Faço isso em livros, palestras, conversas e também aqui.
Mas, quando penso em tudo o que aprendi nesses anos, não é uma sala de aula que me vem à cabeça, mas uma mesa.
É impressionante quanto saber circula em torno dela.
Um chef explica um preparo, uma cozinheira ensina um truque que aprendeu com a mãe, alguém conta por que determinado ingrediente nunca falta em sua casa.
Quando viajo, adoro perguntar como se faz o que estou comendo.
Não é raro voltar trazendo na mala uma receita, um tempero ou simplesmente uma ideia.
O conhecimento sobre a boa alimentação é um ciclo infinito.
Pensei nisso ao ver que se aproximava o Dia do Nutricionista, comemorado em 31 de agosto.
Celebro e acompanho a trajetória dessa profissão, que se dedica a nos ensinar a comer melhor.
E o significado disso se transformou nas últimas décadas, ao longo das quais o assunto entrou em definitivo na minha vida.
Quem, como eu, precisou perder peso, ter intimidade com a ciência nutricional é crucial.
Para mim, mudar a alimentação foi, em primeiro lugar, uma necessidade.
Depois virou interesse, estudo e, por fim, trabalho.
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