TRE-RJ barra candidaturas de Cristiane Brasil, Pastor Everaldo e mais 13 por ligação com o crime, incluindo 'milícia de gravata'
Cristiane Brasil (DC), filha do ex-deputado Roberto Jefferson, e o Pastor Everaldo (Podemos) estão entre os 15 candidatos que tiveram os registros indeferidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) por suspeitas de vínculos com organizações criminosas.
O balanço das medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para combater a influência do crime organizado nas eleições de outubro foi apresentado nesta segunda-feira (14), último dia para julgamento do registro das candidaturas.
Vandro Família — Federação PSDB Cidadania Val Ceasa — PRD Renato Machado — Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) Diego José Alba — Federação PSDB Cidadania João Drumond — Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade) Cristiano Santos Hermógenes — Avante Vagner Mateus dos Santos, o Vaguinho Neguinho — Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade) Paulo César Melo de Sá — Federação União Progressista (União Brasil/PP) Cristiane Brasil — DC
No início do mês, o TRE-RJ ampliou o conceito de organização criminosa que pode levar ao indeferimento de uma candidatura e passou a incluir a chamada “milícia de gravata” .
Segundo o tribunal, diferentemente das milícias tradicionais, que usam armas para controlar comunidades e territórios, esses grupos se infiltram nos poderes Executivo e Legislativo e se apropriam da máquina pública para controlar contratos e fraudar licitações.
A nova interpretação permite enquadrar como organização criminosa grupos que atuam dessa forma, mesmo sem o uso ostensivo de armas ou o controle territorial característico das milícias e das facções do tráfico de drogas. O entendimento foi aprovado pelo TRE-RJ por 4 votos a 3.
Paulo Lomenha — Mobiliza Luiz Marcos de Oliveira Muiler — Avante Clébio Lopes Pereira, o Clébio Lopes Jacaré — Federação União Progressista (União Brasil/PP) Filipe de Almeida, filho do Pastor Everaldo — Podemos Everaldo Dias, o Pastor Everaldo — Podemos
No caso de Pastor Everaldo, o registro foi indeferido por unanimidade por enquadramento no conceito de "milícia de gravata" e por ausência de documentos.
O g1 tenta contato com a defesa dos candidatos barrados, que podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral .
Um levantamento da Justiça Eleitoral também levou à mudança de endereço de 72 locais de votação, em 20 municípios do estado, que ficavam em áreas controladas ou disputadas por organizações criminosas.
Mais de 200 mil eleitores foram transferidos para áreas consideradas mais seguras.
O trabalho foi realizado pela Justiça Eleitoral com apoio do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e dos setores de inteligência da Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Federal.
Dos 72 locais de votação que tiveram o endereço alterado, 44 ficavam em áreas controladas pelo Comando Vermelho (CV). As seções atendiam 121 mil eleitores e estavam espalhadas pela cidade do Rio e por outros 16 municípios, de Norte a Sul do estado.
Araruama: 2 Bom Jesus de Itabapoana: 1 Cabo Frio: 1 Campos: 1 Itaboraí: 5 Itaperuna: 2 Japeri: 1 Macaé: 1 Nilópolis: 1 Niterói: 3 Resende: 1 Rio Bonito: 2 Rio das Ostras: 4 Rio de Janeiro: 11 São Gonçalo: 5 São João de Meriti: 2 Volta Redonda: 1
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