TRXF11 cresceu rápido demais? Gestão explica dívida, patrimônio e queda de 20% no ano
O TRXF11 (TRX Real Estate) está entre os fundos imobiliários que mais passaram por transformações nos últimos meses, em movimentos que envolvem mudanças na composição do portfólio.
Esse processo de expansão, porém, veio acompanhado de um período de maior escrutínio por parte dos investidores.
Em 12 meses, o valor da cota acumula queda de 20%, tendo encerrado o pregão desta sexta-feira valendo R$ 71,80.
Apenas neste mês de agosto, a perda soma 19,6%.
Para Luiz Augusto Amaral, sócio fundador e CEO da TRX, parte desse movimento poderia ter sido melhor explicada aos cotistas.
“A vida é um aprendizado contínuo.
A gente tem que ter a humildade de olhar uma situação e reconhecer que a gente não conseguiu olhar sobre todos os prismas.
De fato, potencialmente, teria sido mais adequado fazer uma reavaliação patrimonial extraordinária [antes da emissão]”, afirmou durante o TRX Day, evento realizado, nesta semana, pela gestora em São Paulo.
Segundo Amaral, a decisão não foi tomada porque a regulamentação não exige uma nova avaliação fora da janela anual.
Ainda assim, ele considera que a experiência deverá influenciar futuras emissões de maior porte.
“Acho que é uma aprendizagem que a gente leva para futuros movimentos, essa reavaliação, potencialmente essa reavaliação extraordinária”, diz.
O FII anunciou uma oferta para captar inicialmente cerca de R$ 5 bilhões, podendo chegar a até R$ 10 bilhões, com preço de subscrição fixado em R$ 94,39 por cota (já inclusos os custos de distribuição).
Fora isso, a explicação da gestão para a oscilação do patrimônio também passa pela estrutura financeira do fundo.
Parte da dívida está atrelada ao CDI e corresponde a empréstimos de curto prazo.
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