ETF é o ativo que mais cresceu entre a pessoa física em um ano, mas ainda há travas para deslanchar. O que falta?
Crescimento de 34% em um ano.
Essa foi a alta no número de investidores pessoas físicas nos fundos de índice, conhecidos pela sigla em inglês ETF ( Exchange Traded Fund ).
Segundo dados divulgados pela B3 nesta quarta-feira (16), esse tipo de ativo já se aproxima de 1 milhão de brasileiros, com 862 mil pessoas até o primeiro semestre deste ano.
De acordo com a “dona da bolsa”, os ETFs foram o investimento que mais cresceu entre os investidores pessoas físicas.
Confira o ranking com os cinco ativos com maior avanço em número de CPFs: ETFs: 34% - 862 mil; Tesouro Direto : 16% - 3,5 milhões; Fundos listados : 15% - 3,4 milhões; Ações : 8% - 4,3 milhões; CDB e RDB : 7% - 106,2 milhões.
Porém, apesar do avanço dos ETFs, a representatividade em relação à indústria de fundos brasileira ainda é bastante pequena.
Por enquanto, o valor investido nos fundos de índice representa somente 1% do patrimônio dos fundos tradicionais.
É praticamente consenso no mercado que os ETFs têm potencial para crescer expressivamente devido às vantagens: baixo custo com ausência de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e come-cotas , praticidade e liquidez.
A expectativa da gestora Galapagos , por exemplo, é de que esses ativos alcancem o valor de R$ 1 trilhão antes de 2030 – estimativa que é compartilhada por diferentes especialistas.
Mas ainda há algumas travas para um crescimento mais consistente dos ETFs no Brasil, principalmente quando comparados à maior indústria de fundos de índice do mundo, os Estados Unidos , que tem valor de mais de US$ 10 trilhões.
Durante o ETF Day , evento realizado nesta quarta-feira (16) pela B3 na B3 Week 2026 , Filipe de Deus, especialista da área tributária da B3, defende que a defasagem nas regras de impostos para os investimentos no Brasil é um dos entraves para um crescimento ainda maior dos fundos de índice.
Daniel Maeda, diretor jurídico da B3, também diz que há a necessidade de um avanço regulatório, que poderia impulsionar o mercado.
O que falta na regulação? Maeda defende que o ETF é um ótimo produto para a democratização dos investimentos devido à transparência, eficiência e baixo custo .
Porém, na visão dele, existe uma demanda gigante para a indústria crescer: a liberação de ETFs de gestão ativa .
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