Em dia de cautela nos mercados globais, Ibovespa fecha em queda, após inflação nos EUA; dólar sobe
Investidores operaram com cautela nesta quarta-feira, digerindo dados de inflação nos Estados Unidos e seu impacto nos rumos dos juros americanos, enquanto aguardam novos movimentos em torno de um acordo entre EUA e Irã.
Por aqui, a bolsa brasileira e o dólar acompanharam o ritmo, em dia que apresentou dados da atividade econômica do setor de serviços -- observado com atenção pelo Banco Central para decidir o caminho da Selic, a taxa básica de juros do Brasil.
O Ibovespa, principal índice de ações do país, encerrou em queda de 0,23%, aos 167.491 pontos, após passar a maior parte do pregão praticamente estável.
Dos 78 ativos de compõem o índice, 47 ficaram em campo negativo.
No mercado de câmbio, o dólar registrou alta de 0,36%, cotado a R$ 5,18.
Em Nova York, o Dow Jones fechou estável, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq tiveram ligeira alta.
Na Europa, o Stoxx 600 encerrou com leve queda de 0,16%.
O ouro manteve a trajetória de alta da semana e se aproximou dos US$ 4.500, a onça-troy.
Já o petróleo tipo Brent, a referência global e brasileira de preços, teve leve queda, negociado no patamar dos US$ 88,00 o barril.
Indicador mais esperado da semana, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos registrou alta de 0,1%, em julho, em linha com as expectativas.
O dado era muito aguardado em um momento em que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) está dividido sobre elevar ou não os juros na próxima reunião, em setembro.
Apesar de dentro da expectativa, as taxas estimadas para o acumulado de 12 meses são de de 3,4%, acima da meta de 2%.
O banco central dos EUA tem mantido o foco no impacto que as pressões inflacionárias exercem sobre o consumidor americano.
Na última reunião, três membros divergiram e votaram pela subida dos juros.
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