Brasil e Bolívia unem forças e lançam plano para blindar fronteira do Alto Acre
A ação prevê troca de informações e operações coordenadas entre os órgãos de segurança dos dois países. Do lado boliviano, participam a Polícia Boliviana. Do lado brasileiro, estão a Polícia Militar do Acre e o Gefron, com articulação também com a Polícia Federal, a Polícia Civil e os setores de inteligência.
Comandante departamental da Polícia Boliviana em Pando, o coronel Erland Monastério Banegas afirmou que o objetivo central é ampliar o compartilhamento de dados e viabilizar respostas conjuntas entre as instituições. Segundo ele, a troca já se mostrava eficaz antes mesmo da formalização do plano.
“É muito importante poder realizar e manter o cruzamento de informações que temos há bastante tempo e que tem dado resultados muito bons”, declarou o coronel. Ele destacou que a parceria já resultou na captura de foragidos da Justiça e em ações contra suspeitos de crimes nos dois territórios, além de operações feitas em Cobija com apoio das forças brasileiras.
O alcance da iniciativa não deve se limitar à cidade de Cobija. A previsão é levar o reforço policial para Puerto Evo, outro ponto de travessia na fronteira, e avançar em direção à área próxima ao território peruano.
“Vamos ampliar essa presença policial ao longo da próxima semana, no máximo, para chegar com o policiamento. E, quando for necessário, por meio desse cruzamento de informações e com a parceria da Polícia do Brasil, vamos realizar operações”, explicou Monastério. A estratégia inclui atuação integrada, com intercâmbio de inteligência e planejamento definido conforme as demandas identificadas na região.
Do lado brasileiro, o subcomandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, capitão Nogueira, reforçou que a colaboração acontece nas duas direções. De acordo com ele, há cerca de cinco meses policiais bolivianos apoiam operações planejadas pela Polícia Militar do Acre, e agora as forças brasileiras também passam a respaldar as ações conduzidas pelas autoridades bolivianas.
“Essa é uma parceria de troca de informações de inteligência para combater o crime organizado”, disse o capitão. Ele acrescentou que a integração se justifica porque a atividade criminosa ultrapassa os limites nacionais. “Sabemos que o crime não tem fronteiras. Então, a gente tem que diminuir essa distância de burocracia entre as fronteiras para combater o crime organizado”, completou.
A expectativa das forças de segurança é que a ampliação da parceria permita respostas mais rápidas e coordenadas contra crimes cometidos na faixa de fronteira, o que deve fortalecer a proteção das comunidades dos dois países.
Jornalista e social media, com atuação em marketing, assessoria de comunicação política e institucional. Atualmente escreve para o ac24horas, fazendo cobertura regional do estado do Acre.
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